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Alexandre Cerqueira é apontado como um dos principais personagens do suposto esquema de pagamento de propina na Câmara Legislativa. O ex-servidor chegou a ser intimado pelo MPDFT a prestar depoimento em 22 de agosto. Antes de sua exoneração, exercia cargo de confiança indicado pelo deputado Bispo Renato (PR).

De acordo com matéria publicada pelo Metrópoles, Cerqueira mantinha uma rotina empresarial ativa, além de suas atribuições na Câmara.  Ele já havia sido proprietário de um lava jato, é sócio de uma lotérica, que foi alvo da terceira fase da Operação Drácon nesta segunda-feira (17/10), e de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), chamada Associação Escola da Família (AEF). Porém, no endereço de registro da entidade, em Planaltina, funciona uma igreja evangélica.

Cerqueira tem ligação com outro parlamentar envolvido na Caixa de Pandora. Antes de ser nomeado secretário-executivo da Terceira Secretaria da CLDF, ele trabalhou por oito anos no gabinete de Aylton Gomes (PR), que não disputou as últimas eleições por ter sido declarado inelegível com a condenação no âmbito do Mensalão do DEM.

No tempo em que trabalhou para Aylton, Cerqueira foi generoso com o chefe e fez duas doações de campanha ao então distrital. Na primeira, em 3 de agosto de 2010, foram R$ 10 mil. Já em 5 de agosto de 2014, o valor foi de R$ 6 mil.

Mas nem sempre a vida profissional de Cerqueira lhe permitiu fazer essas extravagâncias. O servidor, que está na Câmara Legislativa há 20 anos como comissionado, nunca passou em um concurso público. Ele começou a trabalhar na Casa para o então deputado Peniel Pacheco (PDT), empurrando carrinhos na gráfica. Caiu nas graças de alguns distritais, passou a atuar em funções burocráticas e foi galgando degraus na estrutura hierárquica da CLDF.

Reprodução/Facebook

Sandro Vieira

Sandro Vieira era braço direito de Celina Leão. Também foi fiel escudeiro da ex-deputada Eurides Brito, que acabou alijada da carreira política após ser filmada por Durval Barbosa, delator da Caixa de Pandora, enfiando maços de dinheiro na bolsa, fruto de corrupção. Em 2005, na CPI da Educação, Sandro chegou a ser indiciado por sonegação fiscal e crimes contra a ordem tributária.

Ele ocupava o cargo de secretário legislativo na Câmara, mas foi exonerado, a pedido, em 30 de agosto, depois da Drácon. Com salário de R$ 12 mil, o servidor do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cedido à Casa, foi nomeado para um cargo de menor expressão, de assessor, com vencimentos de R$ 6.666,22.

 

 

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