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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) enviou parte das investigações da Operação Drácon para a Procuradoria-Geral da República (PGR) porque o nome do governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), é citado em gravações obtidas pela polícia. O socialista é mencionado em áudios que tratam de supostos esquemas de corrupção nas secretarias de Fazenda e de Saúde.

A PGR ficará responsável por definir se os trechos do inquérito trazem indícios suficientes para que se abra uma investigação em torno do governador. Em nota, o GDF afirmou que considera normal o envio dos documentos para a PGR, já que as gravações mencionam autoridades com foro. O governo também reafirmou que apoia as investigações.

As gravações, que apontam um possível esquema de propina e de desvio de dinheiro na saúde pública do DF vieram à tona em julho deste ano. Conversas entre a presidente do SindSaúde-DF, Marli Rodrigues, o vice-governador Renato Santana e o ex-secretário de Saúde Fábio Gondim vazaram e apontaram diversas suspeitas.

Entre elas, o superfaturamentos na compra de kits contra a dengue por R$ 55 cada. O preço médio de mercado dos produtos, segundo Marli afirmou à CPI da Saúde, seria entre R$ 8 e R$ 22. O fato, que será investigado pela PGR, envolve o nome do governador e do chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

À época do depoimento de Marli aos deputados, na Câmara Legislativa, o GDF havia confirmado a compra dos kits por R$ 55 somente na gestão de Agnelo Queiroz (PT). Afirmou ainda que no atual governo foram comprados kits nos valores de R$ 8 e R$ 9.

 

 

 

 

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