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Um funcionário da fazenda do procurador aposentado do Distrito Federal Saint-Clair Martins Souto, 78 anos, foi preso após confessar ter assassinado o patrão e o filho dele, o procurador do Rio de Janeiro, Saint-Clair Martins Souto Filho, 38 anos. A prisão de José Bonfim Alves de Santana ocorreu na cidade de Colinas (TO), pela Polícia Civil do estado. Com ele, os policiais encontraram o revólver calibre .38 utilizado no homicídio.

Em depoimento, o homem afirmou que matou primeiro o pai e depois o filho, e enterrou os corpos na fazenda da família, na cidade de Vila Rica (MT), a 1,3 mil quilômetros de Cuiabá. A Polícia Civil do Mato Grosso, que investiga o caso, suspeita que o vaqueiro estava desviando gado dos patrões e, para encobrir o caso, teria cometido o crime.

De acordo com o titular da delegacia de Vila Rica e responsável pela investigação, delegado Gutemberg Lucena, o funcionário não apareceu para trabalhar após o desaparecimento dos patrões. Por isso, se tornou o principal suspeito e teve então início uma busca por seu paradeiro.

A caminhonete que seria usada pelos procuradores foi encontrada ainda ontem pela polícia, abandonada em uma estrada no município, sem sinais de arrombamento ou violência. Em depoimento, Santana disse ter matado os procuradores a tiros.

Reprodução/TV Globo

O vaqueiro contou à polícia que primeiro matou o pai e, depois, o filho

 

Por volta das 22h desta terça-feira (13/9), uma equipe da Polícia Civil de MT se deslocava à fazenda onde o homicídio teria ocorrido para procurar os corpos. Segundo Lucena, como não o sinal de celular não pega no local, o contato com os policiais está prejudicado.

O último contato de Saint-Clair Martins e Saint-Clair Souto com a família ocorreu na sexta-feira (9). Eles visitavam a fazenda da família em Vila Rica, para onde teriam ido justamente com o objetivo de demitir o vaqueiro, e deveriam voltar a Brasília nesta segunda (12). Como não chegaram, a família registrou ocorrência de desaparecimento. O carro que eles ocupavam foi encontrado na Via Tocantins, a caminho de Brasília.

 

 

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