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Duas pessoas foram presas no Distrito Federal e uma no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (13/9), em uma operação da Polícia Federal contra organização criminosa que prometia fraudar urnas eletrônicas nas eleições municipais deste ano. O caso é tratado como estelionato, já que não há indícios de que elas conseguiriam interferir nos equipamentos.

Os suspeitos afirmavam que tinham contrato com uma empresa que atualiza o software das urnas eletrônicas e cobravam R$ 5 milhões para supostamente fraudar a eleição para prefeito e R$ 600 para a de vereador, informou a PF. A denúncia partiu de um prefeito de um município na região metropolitana de Porto Alegre.

Também foram cumpridos três mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para depor) em Xangri-lá e Canoas, no Rio Grande do Sul, e Piripiri, no Piauí. Os policiais ainda cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, em Canoas, Xangri-lá, Goiânia (GO), e dois em Brasília.

Os presos responderão pelos crimes de estelionato e organização criminosa, cujas penas somada variam de quatro a 13 anos de reclusão. Serão encaminhados ao sistema prisional onde permanecerão à disposição da Justiça Eleitoral. A operação foi batizada de Clístenes, em referência a  um político grego antigo, que levou adiante a obra de Sólon e, como este último, é considerado um dos pais da democracia.

Segundo a Justiça Eleitoral, a urna eletrônica possui mecanismos de segurança que garantem que somente os programas gerados na cerimônia de lacração, única oportunidade em que a chave de assinatura oficial dos sistemas é utilizada, possam ser executados com status de aplicação oficial. Nessa oportunidade, os programas são inspecionados, fazendo que não haja como alguém gerar um outro.

 

 

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