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Os corpos dos procuradores Saint’Clair Martins Souto, 78 anos, e do filho Saint’Clair Diniz Martins Souto, 38, deveriam ter desembarcado no Distrito Federal na noite desta quarta-feira (14/9). No entanto, o reconhecimento das vítimas foi mais difícil do que o esperado e o voo que os trariam atrasou. A nova previsão é que os dois cheguem nesta quinta-feira (15/9).

Segundo fontes, como o crime teria ocorrido na sexta-feira (9), o estado de decomposição dos corpos já estava avançado, dificultando o trabalho do Instituto Médico Legal (IML) da cidade de Vila Rica (MT). Tanto que uma equipe do IML de Cuiabá precisou ajudar na perícia dos corpos.

Os corpos já foram liberados, mas o avião que trará pai e filho não tem autonomia de voo noturno, desse modo, só saíra da cidade mato-grossense na manhã desta quinta (15). Com isso, os horários do velório e do enterro precisaram ser alterados. No Cemitério Campo da Esperança do Plano Piloto, a partir das 14h, eles serão velados. O enterro está previsto para as 17h30.

Entenda o caso
Os corpos foram encontrados em uma região de pastagem, na fazenda da família, na manhã desta quarta-feira (14), no município de Vila Rica, Mato Grosso, que fica a 1,3 mil quilômetros de Cuiabá, a capital. Equipes da Polícia Civil realizavam as buscas desde a noite de terça (13), seguindo as orientações passadas pelo assassino confesso, José Bonfim Alves de Santana, funcionário da propriedade.

Pai e filho foram executados com um revólver calibre .38, sendo que o funcionário matou primeiro o pai, durante um passeio a cavalo. Em seguida, José Bonfim chamou o filho para dentro da casa, falando que o pai dele havia sofrido uma queda, momento em que matou a segunda vítima. Após a execução, o suspeito arrastou os corpos para uma região de mata próxima a fazenda. Para a polícia, tudo foi premeditado.

Com a quebra do sigilo bancário, a polícia descobriu que a movimentação financeira na conta do suspeito nos últimos meses era bem maior do que salário que ele recebia, cerca de R$ 1,2 mil por mês. De acordo com Polícia Civil do Mato Grosso, que investiga o caso, os dois ficavam meses sem ir à fazenda e quem cuidava do gado era Santana, que teria vendido algumas cabeças sem prestar contas aos patrões. Desconfiados, o procurador e o filho iriam demitir o vaqueiro.

 


 

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