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Filipe Ravier Pereira, 35 anos, precisou ficar internado durante 10 dias, no Hospital Regional de Santa Maria, devido a uma bactéria que contraiu em uma ferida na perna. Ele conta que, por não ser idoso nem criança, não foi permitido ter um acompanhante. Assim, ele ficou sozinho, em um corredor da unidade de saúde, já que não havia vaga nas enfermarias.

Quando começou o tratamento, Filipe achou que os problemas estavam resolvidos. No entanto, em uma noite, acabou caindo no sono devido ao efeito dos medicamentos. Quando acordou, o celular não estava mais debaixo do travesseiro, assim como os R$ 50 que carregava na carteira.

Eles tiraram o dinheiro e deixaram a carteira. Que bom que deixaram ou eu teria perdido os documentos. Mas fico revoltado porque, dentro de um hospital, onde você vai para ser cuidado, você não tem segurança"
Filipe Ravier, paciente

“Segundo ele, quando percebeu que havia sido roubado, avisou à família, que registrou um boletim de ocorrência pela internet. Filipe conta ainda que procurou os seguranças do hospital e relatou o ocorrido à direção. No entanto, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal nega saber do crime.

Arma
A direção do Hospital Regional de Santa Maria esclarece que o paciente esteve internado no pronto-socorro da unidade do dia 9 até 18 de setembro, quando recebeu alta. “A direção frisa que desconhece qualquer relato sobre o roubo de seus pertences. A administração não foi informada sobre o caso”, declarou a pasta em nota.

Questionada sobre a frequência que crimes como esse aconteceriam, a Secretaria informou que “não existem dados sobre roubos dentro das unidades de saúde da rede pública”. “A direção da unidade informa ainda, que todos os pacientes são orientados a tomarem conta de seus pertences, assim como em qualquer lugar público, onde circulam várias pessoas”, completa a nota.

No entanto, os relatos de crimes em hospitais vêm aumentando. Na manhã desta segunda-feira (26/9), uma dupla de assaltantes entrou no Hospital do Paranoá e, após travar uma luta corporal com o vigilante, levou a arma dele. De acordo com a descrição da vítima feita à Polícia Militar, os suspeitos de assalto são adolescentes e entraram na unidade de saúde com o pretexto de que entregariam currículos. Porém, desviaram a atenção do vigilante e, depois de agredi-lo, pegaram a arma e fugiram.

 

 

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