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Um terço da população do Distrito Federal rejeita a administração do presidente Michel Temer (PMDB). De acordo com pesquisa do Instituto Dados, feita a pedido do Metrópoles, 22,9% dos brasilienses acham o governo ruim e outros 13,5% o consideram péssimo, o que soma um total de 36,4%.

O percentual dos entrevistados que considera a gestão do peemedebista regular é de 42,6%. Apenas 18,1% classificam a administração dele como boa, enquanto 0,5% diz que ela é ótima.

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De acordo com Lucas de Aragão, cientista político e analista da Arko Advice, é natural que em Brasília a rejeição ao atual governo seja menor do que no restante do país, já que na capital o acesso à internet e a jornais e o tempo de escolaridade estão acima da média dos estados.

Assuntos como a Reforma da Previdência e a recém-aprovada emenda constitucional do teto dos gastos são muito complexos e o entendimento demanda muita leitura. É natural que, em um local onde as pessoas têm mais acesso à informação, esses temas sejam melhor compreendidos e eventualmente aceitos"
Lucas de Aragão, cientista político

De acordo com o especialista, há muita desinformação sobre as duas propostas que dominam a pauta político-econômica do país na atualidade. “Muita gente achava que a PEC do Teto dos Gastos colocava um limite só na educação e na saúde. Com mais leitura, dá para compreender que não é isso”, pontuou Aragão. A chamada emenda constitucional promulgada em 15 de dezembro criou uma regra que relaciona o aumento das despesas do governo à inflação do ano anterior pelas próximas duas décadas.

Contra a renúncia
Mesmo rejeitando a administração de Temer, a maior parte dos moradores da capital quer que o peemedebista fique até o fim de 2018, quando estão marcadas novas eleições presidenciais. Do total de entrevistados, 46,3% são contra a renúncia do atual chefe do Executivo nacional e 45,4% são favoráveis. Não souberam ou não quiseram responder 8,3%.

Temer deveria renunciar?
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Novamente, esse número traz alento ao governo. Pesquisa Datafolha de âmbito nacional divulgada no meio deste mês mostrou que 63% dos brasileiros queriam que o presidente renunciasse ao mandato.

Economia
Eleita como prioridade pela gestão de Michel Temer, a economia ainda não vem mostrando resultados positivos para a população desde que o peemedebista chegou ao poder. Segundo a pesquisa do Instituto Dados, apenas 7% dos habitantes do Distrito Federal viram melhoras na sua situação financeira após a queda da petista Dilma Rousseff.

A maior parte dos consultados, 62,3%, disse que nada mudou na economia com Temer no poder. Quase um terço, 28,6%, informou ao Instituto Dados que a situação piorou nesses últimos quatro meses.

Se depender dos brasilienses, Temer também não será reeleito. De acordo com o Instituto Dados, se as eleições presidenciais fossem hoje, o juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações da Operação Lava Jato, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, relator do Mensalão, e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) encabeçariam as pesquisas no DF. O peemedebista aparece na lanterna, com 1,2% da intenção de votos.

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Metodologia
A pesquisa foi feita entre os dias 16 e 21 de dezembro de 2016 e a margem de erro é de 2% para mais ou para menos. O Instituto Dados entrevistou 1.200 pessoas no DF. A taxa de confiança do trabalho é de 95%. Isso significa que, se a pesquisa fosse realizada 100 vezes, em 95 ela teria os resultados constatados na atual.

 

 

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