Servidor e empresária são suspeitos de desviar material de hospital no DF
O servidor exonerado e a parente empresária são investigados pela PCDF por suposta fraude em contratações do PDPAS em hospital regional

Um servidor comissionado, exonerado recentemente, e uma parente dele, que é empresária, são investigados por possíveis irregularidades em contratações realizadas por meio do Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (PDPAS), no Hospital Regional de Sobradinho. Na manhã desta quarta-feira (9/9), a Polícia Civil do DF (PCDF) cumpre dois mandados de busca e apreensão relacionados ao caso.
A Operação Assepsia, deflagrada pela Delegacia de Repressão à Corrupção, unidade do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DRCOR/Decor), apura o possível favorecimento da empresa da parente do servidor em contratos para o fornecimento de materiais ao hospital.

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A investigação teve início após uma denúncia sobre possível favorecimento da empresa em procedimentos de contratação direta. As diligências apontaram que o servidor exercia funções relevantes na definição das demandas, na análise técnica dos materiais e na conferência do recebimento dos produtos. Ao mesmo tempo, a empresa de sua parente teria obtido êxito reiterado em procedimentos de dispensa de licitação realizados no âmbito do PDPAS daquela unidade hospitalar.
A análise financeira também identificou que recursos recebidos pela empresa em decorrência dos fornecimentos teriam sido posteriormente destinados a familiares do servidor, ao pagamento de obrigações pessoais e a outros beneficiários relacionados à investigação.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOs investigadores também identificaram pagamentos a fornecedores em valores considerados pouco representativos diante dos recursos recebidos pela empresa do poder público.
As buscas realizadas nesta quarta-feira têm como objetivo localizar documentos, dispositivos eletrônicos, registros de estoque, comprovantes de aquisição e entrega, além de outros elementos que possam esclarecer se os materiais contratados foram efetivamente adquiridos e entregues nas quantidades atestadas.
A investigação também busca verificar a real necessidade das aquisições e a destinação dos recursos públicos.
A investigação prossegue sob sigilo.

