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O Dia Internacional da Mulher foi marcado por uma manifestação na Esplanada dos Ministérios. Pelo menos 5 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, saíram em passeata pelo Eixo Monumental contra a desigualdade de gênero, a violência, a cultura do estupro, pela legalização do aborto e até mesmo contra a reforma da Previdência.

A manifestação, que fechou três das seis faixas do Eixo Monumental, foi organizada por movimentos feministas, entidades sindicais e organizações não governamentais. Eventos parecidos ocorreram em outros 10 países do mundo nesta quarta-feira (8/3). Motivos não faltam para protestar. Até mesmo as reformas que são preparadas pelo governo.

“Nós sabemos que essas reformas que o atual governo quer aprovar vão atingir em especial as mulheres, que ainda têm os piores empregos e ganham menos”, afirmou uma das organizadoras do evento, Keka Bagno, 29 anos, do Fórum de Mulheres.

Gandhia Brandão, 36, foi à Esplanada com as filhas, de 3 e 17 anos, para participar do protesto. Ela contou que não é vinculada a nenhum movimento, mas que, desde que foi mãe, tenta mostrar às filhas a importância de lutar pelos direitos. “Infelizmente a gente ainda tem que brigar diariamente para sermos respeitadas”, lamenta.

A médica Daphne Silva, 64, conta que não costuma ir em manifestações. Mas fez questão de participar do ato que lotou a Esplanada nesta quarta. Para ela, o país vem ficando cada dia mais complicado para as mulheres. “Eu sou mulher. Não dava para ficar em casa enquanto a discriminação só aumenta”, disse.

Entre as manifestantes, mulheres com mais variadas lutas e também de idades diferentes. Muitas mães com crianças e idosas também foram ao local. A Polícia Militar acompanhou a movimentação pela Via S1. A organização do evento disse que pelo menos 10 mil pessoas participaram da manifestação.

Tinha homem também entre as manifestantes, para lutar pelos direitos das mulheres. Raphael Veiga, 35, foi  um dos que escolheram apoiar o movimento. “As mulheres são tudo e não poderia deixar de apoiar esse protesto”, disse.

Algumas parlamentares acompanharam o protesto. Entre elas, a senadora Gleise Hoffman (PT/PR). Ela criticou o presidente Michel Temer (PMDB/SP) que, neste 8 de março, disse ter “absoluta certeza o quanto a mulher faz pela casa”.  “Só podia ser um governo de machistas. O presidente deveria ter se calado para não falar as besteiras que falou hoje”, ressaltou a parlamentar.

 

 

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