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A Polícia Civil de Goiás deu início às investigações sobre a morte do jornalista João Miranda do Carmo, de 54 anos. Dono do site de notícias SAD Sem Censura, ele foi morto a tiros em Santo Antônio do Descoberto (GO), Entorno do DF, no último domingo (24/7). Depoimentos de familiares da vítima estavam marcados para a manhã desta terça (26). A polícia não descarta o fato de o crime ter sido encomendado.

João fazia denúncias contra o governo do prefeito Itamar Lemes do Prado, adversários políticos e tráfico de drogas. Segundo informações do jornal “O Popular”, ele pretendia ingressar na política ainda este ano ao disputar uma vaga para vereador na cidade pelo PCdoB.

O enteado da vítima teria informado aos policiais que o padrasto sofreu diversas ameaças de morte por conta da profissão. No início deste ano, João teve o carro incendiado para que “parasse de tocar em certos assuntos”.

O jornalista estava em casa quando quatro homens armados chegaram em um veículo vermelho e o chamaram no portão no último domingo. Ao sair para atendê-los, eles atiraram sete vezes. Os suspeitos fugiram e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas João morreu no local.

Repercussão
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lamentaram o crime e ressaltaram que, além da punição dos responsáveis, é necessário que empresas de comunicação e forças de segurança do país implementem medidas preventivas.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) afirmou que “é inadmissível que, em um país democrático, um jornalista seja friamente assassinado por sua atuação profissional ao cumprir a função de informar o cidadão. Esse tipo de violência coloca em risco um dos direitos fundamentais da sociedade: a liberdade de expressão.” (Com informações do jornal O Popular).

 

 

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