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Texto: Thaís Antonio

Conhecer Portugal é o sonho do jovem escritor brasiliense que nunca saiu do Brasil, mas virou best seller por lá, ora pois. Há seis anos ele começou a escrever crônicas em um blog. Era a forma de extravasar a veia humorística que professores e colegas notavam em sala de aula.

Depois de um ano, percebeu que o alcance dos textos era grande, até em outros estados. “Algumas pessoas começaram a comentar, me incentivando a escrever um livro. Aí eu pensei: ‘Poxa, por que não?’ E comecei a ler mais livros de crônicas, que é uma coisa que eu achava muito bacana”, conta Arisson Tavares, escritor e jornalista, de 27 anos.

Ele começou por Luís Fernando Veríssimo, passou por Stanislaw Ponte Preta e se apaixonou pelo gênero. Nesse ínterim decidiu cursar jornalismo. Arisson havia sido mordido pelo bichinho da escrita.

Em 2010, “Evolução Decrescente” foi publicado pela editora Biblioteca 24 Horas. Quando terminou o contrato, o autor começou a pesquisar possibilidades para não deixar a obra “estacionada”. “Acabei reescrevendo o livro, porque tinha piadas de Orkut, algumas coisas desatualizadas, e mandei para uma editora de Portugal que é a Chiado Editora. Ela aceitou de cara. O investimento era mínimo, porque era uma quantidade reduzida de livros. E eu aceitei de cara, porque para mim, ‘Ah, vai estar em Portugal. Pode não vender nada, mas pelo menos está lá’”, diz.

Ele não sabe se foi a capa que chamou a atenção, se foi o tipo de humor, mas o fato é que a tentativa despretensiosa deu certo: em 2014, a obra já estava nas prateleiras das livrarias portuguesas, sendo vendida em euros. “Com um mês, no máximo dois, meu livro já estava entre os 40 mais vendidos de crônica no site da Bertrand Livreiros, uma das mais conceituadas rede de livrarias de Portugal”, lembra. “Isso para mim era surreal, eu estava pirando já.”

Janine Moraes/Lupa

 

No Brasil, quando as pessoas olham literatura nacional, não olham da mesma forma. Acho que em Portugal, pelo fato do livro ser brasileiro, dá a impressão de que livro já teve uma repercussão boa no país de origem. Por mais que eu more no Brasil, as crônicas se situam no cotidiano de todas as pessoas, com temas como relacionamentos e situações de dia a dia. Eu não tenho a visão de que os portugueses sacaram mais o meu humor. Acho que a identificação é universal. Em todo país tem alguém que pega ônibus.

Quer ler o texto completo? Acesse Projeto Lupa e confira na íntegra a história de Arisson Tavares.

O Projeto Lupa reúne depoimentos e fotos de profissionais ligados à arte de contar histórias. O site apresenta escritores, jornalistas, roteiristas, contadores de histórias, dramaturgos, redatores publicitários, letristas musicais, que têm algo em comum: a paixão pelas palavras.

 

 

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