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Entre as 5h e as 17h30 desta quarta-feira (15/3), a Esplanada dos Ministério recebeu milhares de manifestantes. A grande maioria era trabalhadores e integrantes de centrais sindicais, que protestavam contra as propostas de reformas da Previdência e Trabalhista planejadas pelo governo federal. Diversas categorias do funcionalismo público local se fizeram presentes, e cobraram do governador Rodrigo Rollemberg reajustes de salários e benefícios, além de pagamentos em atraso.

A manhã desta quarta foi de trânsito intenso, com engarrafamentos em vários pontos do Plano Piloto, e muito movimento na área central de Brasília. Perto do meio dia, cerca de 10 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, já ocupavam a Esplanada dos Ministérios.

Às 5h, o prédio do Ministério da Fazenda foi ocupado por manifestantes: 200, segundo a PM, e 1,5 mil, de acordo com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MST). Vidros da portaria do edifício foram quebradas durante a ocupação. No fim da tarde, depois de muita negociação, os manifestantes desocuparam o prédio. Deixaram para traz, lixo e depredação.

Greve
Professores da rede pública do ensino realizaram assembleia, às 9h, em frente à Catedral de Brasília. O ato marcou o primeiro dia da greve da categoria, que cobra do GDF a última parcela do aumento escalonado que foi negociado com a gestão anterior ainda no ano de 2012, com a aprovação da Câmara Legislativa.

O governo alega falta de verbas para quitar a dívida, e os educadores prometem não voltar para sala de aula até que os valores devidos sejam depositados. A categoria também pede reajuste nos valores de tíquetes e isonomia com os demais servidores com nível superior do DF. O governo local já anunciou que cortará o ponto dos professores que não estiverem em sala de aula.

 

Ato unificado
Além do Sindicato dos Professores do DF, outras entidades ligadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT) se reuniram nas imediações da Catedral: foi o caso dos sindicatos dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Assistência Social no DF (Sindprev-DF) e o dos Bancários do DF. Por volta das 9h, esses grupos migraram da Catedral para as imediações do Ministério da Fazenda, onde outras categorias, como o MST, já estavam reunidas para o ato unificado contra as reformas, marcado para o período da tarde em frente ao Congresso Nacional.

“Estamos firmes no movimento. Não vamos aceitar que retirem os direitos já conquistados pelo povo. Não há acordo a ser feito. O povo na rua vai derrotar a reforma trabalhista”, afirmou o professor da rede pública Frederico Muniz, 37 anos.

O agricultor familiar Helio Olimpo Gomes, 54 anos, filiado à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), saiu de Almenara (MG) e veio de ônibus para participar do protesto da categoria contra a Reforma da Previdência. “Estamos vivendo um momento de angústia e incertezas. Se a gente não se alertar para o que está acontecendo agora, nosso futuro será incerto”, disse.

O Sindicato dos Policiais Civis do DF reuniu seus associados no gramado central do Eixo Monumental, durante ato ato nacional da categoria, que busca, em todo o país, equiparar os salários aos da Polícia Federal. Depois, agentes e delegados também protestaram contra as mudanças nas regras da aposentadoria.

Por volta das 17h30, todos os grupos começaram a deixar a Esplanada. Fora a invasão do Ministério da Fazenda, não foram registrados incidentes envolvendo as pessoas que protestavam.

Trânsito
O trânsito na região central de Brasília ficou bastante congestionado desde as primeiras horas da manhã. O fluxo de veículos na Esplanada dos Ministérios chegou a ser totalmente interrompido antes das 10h: a interrupção complicou o tráfego nas vias S1 e S2. Por volta das 12h30, a N1 foi bloqueada por alguns minutos, entre a Praça das Bandeiras e o Ministério da Fazenda.

O Batalhão de Trânsito da Polícia Militar ficou responsável por fazer a escolta dos manifestantes em direção ao Congresso, e não descartava outras interdições ao longo do dia. As vias L2 Sul e N1 seriam usadas, casa houvesse o bloqueio completo da via. Pouco depois das 17h30, não havia mais barreiras.

 

 

 

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