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O pequeno Luís Guilherme, seis anos, voltou a ser internado no Hospital Santa Helena, na Asa Norte. O menino foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira (6/3) e, agora, está em um quarto, aguardando o resultado de uma tomografia feita no pulmão. Ele foi atingido por um disparo feito pelo policial civil do DF Sílvio Moreira Rosa, na BR-070, em 6 de janeiro deste ano.

Luís Guilherme havia recebido alta no dia 16 de fevereiro, depois de se recuperar da cirurgia para retirada da bala que estava alojada em uma cavidade do pulmão, próxima ao coração.

De acordo com a mãe da criança, Paula Caxias, o menino voltou a apresentar problemas com a respiração. Os médicos investigam duas possibilidades, de acordo com ela: uma pneumonia ou trombo (quando um coágulo se desprende e via circulação vai parar no pulmão).

A família está abalada com a situação. “Não conseguimos mais levar uma vida normal. De repente, vem uma pessoa, sem nada na cabeça e no coração… Comete uma barbaridade dessa… E, pronto, muda tudo na nossa vida”, desabafa Paula.

Quando recebeu alta em fevereiro, o pequeno chegou a gravar um vídeo em casa, em Valparaíso (GO), Entorno do DF, e agradecer as orações (confira abaixo):

 

Relembre o caso
O crime ocorreu próximo a Águas Lindas de Goiás (GO). Segundo a versão do pai do garoto, o policial civil fez vários disparos contra o carro da família sem nenhum motivo, durante uma ultrapassagem na BR-070. Um deles atingiu a criança no peito.

Sílvio Moreira Rosa, agente de custódia, está preso em Goiânia (GO) aguardando julgamento. Lotado no Centro de Progressão Provisória do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), ele tem um histórico de violência e chegou a ser demitido da Polícia Civil por tentativa de fraude em aposentadoria. No entanto, acabou reintegrado à corporação pelo então governador Agnelo Queiroz (PT), no apagar das luzes de 2014.
O policial foi denunciado no dia 16 de janeiro pelo Ministério Público de Goiás por tentativa de homicídio duplamente qualificado, por três vezes. Os promotores concluíram que além do garoto, ele colocou em risco a vida do pai e da mãe de Luís Guilherme.
 

 

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