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O Governo do Estado de Goiás confirmou, nesta quarta-feira (6/9), a retomada das obras do Sistema Produtor Corumbá IV. A parte dos trabalhos sob responsabilidade do Executivo goiano volta a a ser realizada na segunda-feira (11/9). O projeto é fruto de parceria entre os governos de Goiás e do Distrito Federal.

Os trabalhos começaram em 2009, mas as obras foram suspensas em 2013. O Ministério das Cidades cortou os repasses após o Ministério da Transparência indicar irregularidades em licitações do empreendimento. O consórcio conseguiu liberação de recursos federais e retomou o serviço em 2015, mas em setembro do ano passado as intervenções na parte goiana foram suspensas novamente após recomendação do Ministério Público Federal (MPF), que apontou suspeita de desvios de recursos na Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) no âmbito da Operação Decantação.

Embora o projeto estivesse orçado inicialmente em R$ 540 milhões, quando suspendeu os repasses a União já havia calculado prejuízos de R$ 1 milhão, e estimava que eles poderiam atingir a cifra de R$ 6 milhões.

O Governo do Distrito Federal conseguiu resolver as pendências com os órgãos federais e retomar as obras sob sua responsabilidade em janeiro de 2015. Cabe à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) construir a Estação de Tratamento de Valparaíso (GO) e 15,3km de uma adutora. Já a Saneago deve executar o sistema de captação de água do reservatório Corumbá IV e construir uma estação de bombeamento em Luziânia (GO) e 12,7km da mesma adutora.

Segundo a Caesb, hoje 68% de suas atribuições no projeto estão executados. A expectativa é de que a conclusão de todo o empreendimento ocorra cerca de 18 meses após a retomada das obras pela Saneago. Quando os trabalhos estiverem finalizados, o sistema deve beneficiar 1,3 milhão de moradores dos municípios goianos de Valparaíso, Cidade Ocidental, Novo Gama e Luziânia, na região do Entorno, e das cidades brasilienses de Santa Maria, Gama, Recanto das Emas,Taguatinga Sul, Águas Claras, Núcleo Bandeirante, Park Way e Arniqueiras.

A obra é tida como a grande aposta para combater a crise hídrica que assola o Distrito Federal, por ampliar em 70% a capacidade local de abastecimento, desafogando o Sistema Produtor do Descoberto.

Contratações
Segundo a Saneago, as empresas estão finalizando a contratação dos profissionais e a expectativa é de que, a partir de segunda-feira (11), a execução dos trabalhos seja normalizada. A estatal informou que 60% da captação estão concluídos e a obra da adutora já atingiu 97% – encontra-se agora em fase de montagem da tubulação. Estão pendentes, no entanto, a aquisição de equipamentos eletromecânicos e a energização, “o que inclui linhas de transmissão, subestação e todos os quadros de comando”, informou a Saneago.

 

 

 

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