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A advogada Paula Caxias, mãe do menino de 6 anos baleado pelo agente de custódia Sílvio Moreira Rosa na última sexta-feira (5/1), prestou depoimento na manhã desta segunda (9). Segundo a Polícia Civil de Goiás, Paula confirmou a versão do marido, Erlon Caixas e de outras testemunhas do crime ao afirmar que os dois motoristas não discutiram e Sílvio teria atirado após ser ultrapassado.

Paula foi a última pessoa que estava no momento do tiroteio a prestar depoimento. Os demais envolvidos conversaram com a polícia na sexta (6), enquanto a advogada acompanhava o filho, Luís Guilherme, no hospital.

Na tarde desta segunda (9), o carro da família de Luís Guilherme foi periciado pela Polícia Civil. O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Águas Lindas (GO), mas a Justiça deve transferir o inquérito para Cocalzinho (GO), porque o trecho da BR-070 onde ocorreu o crime fica na jurisdição desse município. Como a unidade estava fechada no dia da ocorrência, os trabalhos foram iniciados pela DP de Águas Lindas.

O agente Sílvio Moreira Rosa está detido na carceragem da Delegacia Estadual de Homicídios de Goiás, em Goiânia, onde policiais ficam presos, separado dos demais criminosos. Já o garoto segue internado no Hospital Santa Helena, em Brasília, em estado grave.

Até a noite de segunda (9), Luís Guilherme continuava na unidade de terapia intensiva (UTI), em coma induzido, respirando com ajuda de aparelhos. De acordo com a família, ainda não se sabe quando a criança poderá passar por outra cirurgia. No último procedimento, a bala que o atingiu não foi encontrada, e ainda está alojada no coração.

Congestionamento e tiros
Luís Guilherme foi baleado na BR-070, na altura de Águas Lindas (GO), Entorno do DF. Um congestionamento de carros se formou no local e, por conta dos reparos na estrada, o pai do garoto teria cortado a fila de veículos parados. O policial civil Sílvio Moreira Rosa não teria gostado e, após ser ultrapasso pelo pai da criança, perseguiu o veículo e atirou ao menos três vezes, atingindo o garoto.

O servidor tem um histórico de violência e chegou a ser demitido da Polícia Civil por tentativa de fraude em aposentadoria, mas acabou reintegrado ao órgão. Apesar disso, ainda não se sabe qual será a punição contra ele. “A Corregedoria Geral de Polícia Civil informa que solicitou cópia do auto de prisão em flagrante, lavrado pela Polícia Civil de Goiás, para análise do fato no aspecto disciplinar. Após essa análise e a instauração do processo, será adotada a punição administrativa cabível”, informou a corporação, por meio de nota.
 

 

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