*
 

O Tribunal do Júri de Brasília absolveu dois policiais civis acusados de assassinato há 16 anos. Marcos Fernandes e Ricardo Cardoso haviam sido condenados em 2012 a 17 anos de prisão, mas recorreram da sentença com a alegação de que o auto de reconhecimento fotográfico deles como autores do crime era falso, já que nenhum policial o reconhecia como verdadeiro. A Justiça acatou o recurso e marcou um novo julgamento. Os agentes voltaram ao banco dos réus na segunda-feira (19/9) e conseguiram a absolvição na tarde desta quarta (21).

A nova sentença foi publicada no começo da noite. O Metrópoles entrou em contato com o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) para saber se os promotores vão recorrer da decisão, mas ainda não teve resposta.

Fernandes e Cardoso foram denunciados pelo MPDFT por homicídio qualificado pela morte do técnico em informática Cláudio Antônio Araújo Ribeiro.

Eles eram acusados de matar Ribeiro em 2000 para esconder a prática reiterada de outros crimes, como furtos, roubos, ameaças e receptações cometidos entre julho de 1998 e julho de 2000. Cardoso também respondia por formação de quadrilha. Eles chegaram a ser presos e ficaram dois anos e oito meses reclusos.

A denúncia do MPDFT aponta que Ribeiro faria parte da suposta quadrilha e os policiais teriam feito uma “queima de arquivo” porque temiam uma eventual delação. Fernandes e Cardoso teriam marcado um encontro na DF-335, onde planejariam um novo crime. Ao chegar o local, o técnico em informática foi atingido por vários tiros e morreu antes de ser socorrido.

Até a última atualização desta reportagem, Fernandes e Cardoso não haviam retornado os contatos da reportagem para comentar o caso. Atualmente, Fernandes é agente da Divisão de Operações Especiais (DOE) e Cardoso diretor da carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

 

 

COMENTE

TJDFTTribunal do Júripoliciais civisabsolvição
comunicar erro à redação