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O julgamento do empresário Nenê Constantino pelo júri popular começou por volta das 10h30, com uma hora e meia de atraso, nesta segunda-feira (20/3), no Fórum de Taguatinga. O réu chegou por volta das 8h30. Fundador da Gol Linhas Aéreas, Constantino, 86 anos, foi denunciado em 2008 pelo homicídio qualificado de Márcio Leonardo de Sousa Brito, ocorrido em outubro de 2001. Outros quatro acusados do crime também serão julgados na mesma sessão.

A movimentação na porta do fórum é intensa. Parentes dos acusados e da vítima aguardam do lado de fora. A imprensa ainda não foi autorizada a entrar, já que o processo corre em segredo de Justiça. Há um pedido do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) para que o julgamento seja adiado, que ainda não foi avaliado pelo juiz.

De acordo com as investigações, Constantino foi o mandante do assassinato. Márcio Brito era um líder comunitário e, com cerca de mais 100 pessoas, ocupou um terreno onde funcionou uma garagem da Viação Pioneira, de propriedade do fundador da Gol. O crime teria sido encomendado para intimidar o grupo que estava no local.

Além do empresário, também serão julgados Vanderlei Batista Silva, João Alcides Miranda e João Marques dos Santos, acusados de conspirar para cometer o assassinato. O quinto e último réu é Manoel Tavares, que teria disparado os três tiros responsáveis por tirar a vida da vítima. A decisão sobre a culpabilidade dos acusados será determinada pelo Tribunal do Júri de Taguatinga.

A defesa do empresário afirma que o julgamento será fundamental para provar a inocência de Constantino, que já foi absolvido, em 2015, da condenação de tentar matar seu ex-genro, Eduardo Queiroz Alves.

 

 

 

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