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O juiz titular da 2ª Vara Criminal de Brasília, Luis Eduardo Yatsuda Arima, responsável por julgar o processo originado pela Operação Mr. Hyde, pediu para ser afastado do caso por se considerar suspeito para liderar o andamento do processo. O inquérito investiga a Máfia das Próteses.

Reprodução/TJDFT

Na decisão, datada de 21 de setembro, o magistrado afirma que é suspeito por motivo de “foro íntimo”. Ele seria amigo da família do médico Wenner Costa Cantanhêde, um dos denunciados pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) como integrante do esquema.

No lugar de Arima, o juiz substituto Caio Todd Silva Freire assumiu o andamento do processo. No fim do mês passado, ele aceitou as denúncias contra 17 dos 19 acusados pelo MPDFT. Se livraram das acusações os médicos Nabil Nazir El Haje e Cícero Henrique Dantas Neto, respectivamente proprietário e diretor do Hospital Home.

Operação
A Operação Mr. Hyde teve início no dia 1º de setembro e foi realizada pela Polícia Civil do DF e pelo Ministério Público. Treze suspeitos foram presos, entre médicos e pessoas relacionadas à empresa TM Medical.

Médicos, empresários e funcionários de empresas participavam, segundo investigações de policiais e promotores, de um esquema criminoso que incluía a realização de cirurgias desnecessárias, utilização de materiais de baixa qualidade e pagamentos de propina a médicos.

Apenas neste ano, a máfia teria prejudicado 60 pacientes. Os acusados também são suspeitos de ameaçar e atentar contra a vida de testemunhas.

Na última quinta-feira (6/10), uma nova fase da operação foi deflagrada, com foco no Hospital Daher, que também seria integrante do esquema. Uma sala de cirurgias clandestinas foi fechada no local.

 

 

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