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A estudante de enfermagem Gesianna de Oliveira Alencar, 25 anos, pode deixar o Presídio Feminino do Distrito Federal (Colmeia) a qualquer momento. A soltura, autorizada pela Justiça nesta terça-feira (13/6), foi condicionada à fiança de R$ 5 mil. Até as 10h30 desta quarta (14) o pagamento não havia sido confirmado. Presa em flagrante após ter sequestrado um bebê da maternidade do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) na terça-feira (6/6), ela poderá responder ao processo em liberdade.

O pedido de soltura é assinado pela juíza substituta Marília Garcia Guedes, do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O processo segue com a 8ª Vara Criminal do Distrito Federal, que julgará o caso.

Foi arbitrada a fiança de R$ 5 mil e o juiz deferiu o pedido de relaxamento de prisão. Ela foi liberada para ter acompanhamento psiquiátrico e psicológico. O pedido saiu rápido"
Leda Rodrigues Rincon, advogada de Gesianna Alencar

Em audiência de custódia no dia 8/6, o juiz Aragonê Nunes Fernandes, do Núcleo de Audiência de Custódia do TJDFT, decidiu converter a prisão em flagrante para preventiva. Gesianna foi enquadrada no artigo 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente, por subtração de incapaz, com dolo específico. Caso seja condenada, pode pegar até seis anos de prisão.

Gesianna terá que cumprir uma série de medidas cautelares, entre elas o comparecimento mensal à sede do Juízo para justificar suas atividades; receber tratamento psicológico e psiquiátrico; não se ausentar do Distrito Federal por um período superior a cinco dias; fornecer e manter endereço residencial atualizado e não se aproximar a menos de 500m de vítimas e testemunhas do caso.

Leia o parecer do MPDFT deferindo o pedido de soltura de Gesianna Alencar

Parecer Ministério Público da União by Metropoles on Scribd

 

Relembre o caso
O pequeno Jhony Júnior foi sequestrado na terça-feira (6/6) de um quarto na maternidade do Hran. A mãe da criança, Sara Maria da Silva, 19 anos, participava de um dia de beleza quando o bebê foi levado pela suspeita. Gesianna foi identificada pela Divisão de Repressão a Sequestros (DRS) da Polícia Civil no dia do crime e presa na manhã seguinte.

Na noite de quarta (7), mãe e bebê receberam alta do Hran e voltaram para a casa onde moram com o pai da criança, no Setor Santa Luzia, na Estrutural. Em entrevista ao Metrópoles, Sara da Silva afirmou que espera justiça: “Não perdoo de forma alguma o que ela fez. Não sei como ela pode ter cometido uma crueldade tão grande com um bebê desse tamanho, que foi levado dentro de uma bolsa”.

Colabore
Para ajudar a família de Sara Maria da Silva com fraldas ou alimentos, basta ligar para 61 98381-4298 e falar com Dalvina. Se preferir, também é possível deixar as doações no Conselho Tutelar da Estrutural, no Setor Central Área Especial 19 ao lado do TRE – (61) 3465-5161 / 3465-6909.

 

 

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