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Familiares e amigos prestaram as últimas homenagens a Cláudio Muller Moreira, morto por um policial federal durante uma festa em um barco atracado no píer do clube Motonáutica no sábado (8/10).

O velório, iniciado às 14h no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, contou com a presença da mulher, da ex-esposa e da filha mais velha, de 22 anos. Abaladas, elas não quiseram falar com a imprensa. O sepultamento ocorreu por volta das 17h.

Muitos amigos, principalmente do Banco do Brasil, onde Cláudio trabalhava, também estiveram no local e afirmaram que o consultor de tecnologia de informação era uma pessoa amorosa e tranquila.

Facebook/Reprodução

Cláudio Muller e a esposa

 

Tragédia
O policial federal Ricardo Matias Rodrigues confessou que atirou e matou Cláudio Muller Moreira. Outra pessoa, Fábio da Cunha, 37, também foi baleado, mas não corre risco de morte. O policial se apresentou espontaneamente na delegacia e prestou depoimento ainda no sábado (8). Ele foi liberado nesta segunda-feira (10). O crime é investigado pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central).

Após a tragédia, envolvidos no crime e testemunhas também se apresentaram à 5ª DP para prestar esclarecimentos. Além do próprio autor do disparo, foram ouvidas a esposa dele, assim como a de Cláudio, um marinheiro que trabalhava na embarcação, e a de Fábio, policial civil que estava na festa.

As versões divergem em alguns aspectos. Mas há um fator em comum nos depoimentos: o desentendimento entre mulheres presentes à comemoração foi o motivo da discussão que acabou na tragédia.

Rodrigues afirmou à polícia que tem ciência de sua ação e que agiu por legítima defesa. Ele entregou a arma na delegacia e foi liberado após assinar um termo, comprometendo-se a comparecer aos processos judiciais.

Festa particular
O responsável pela embarcação, Renan Holanda, contou ao Metrópoles que o barco fora alugado para a festa das três amigas que comemoravam o aniversário. Havia cerca de 60 pessoas no local. Segundo ele, os disparos teriam ocorrido no fim do evento. “As pessoas já estavam saindo do local. Eu fui ao estacionamento para buscar o alarme do barco quando ouvi dois estampidos. Ao voltar no cais, vi dois homens feridos no chão.”

Valderly Feitosa, esposa de Cláudio, disse que todos estavam se divertindo, ingerindo bebida alcoólica e dançando normalmente. Por volta de 23h, já na saída da festa, ela contou que foi ao banheiro e lá teria levado três tapas na cara de uma das aniversariantes, que também a teria xingado de vagabunda.

Valderly, então, narrou o ocorrido ao marido, mas não soube explicar exatamente o que o ocorreu em seguida. Em seu depoimento, ela afirmou que apenas se lembra de ver Cláudio caído no chão, fora do barco, e que correu para socorrê-lo. O policial federal seria amigo da suposta agressora e começou a discutir com a vítima antes de sacar a arma e efetuar os disparos.

Segundo amigos de Cláudio ouvidos pelo Metrópoles, o bancário era uma pessoa tranquila e pacífica, que nunca se envolvia em confusões. Assessor empresarial de tecnologia de informação do Banco do Brasil, ele nasceu no Rio de Janeiro e veio para Brasília em 1998. Cláudio deixa uma filha de 22 anos, do primeiro casamento, e outra de 9 anos, além da esposa e de um enteado.

 

 

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