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A filha da distrital Celina Leão (PPS), a universitária Bruna Leão, 20 anos, foi agredida na madrugada desta quinta-feira (7/9) quando saía de uma festa no espaço reservado para o evento Na Praia, no Setor de Clubes Norte. 

Por volta das 4h, ela e três amigas chamaram um Uber para ir embora do local. Um homem aparentemente embriagado abordou as meninas, com idade entre 20 e 23 anos, e tentou entrar no veículo antes das jovens. Diante do pedido das moças para que ele fosse embora, o homem empurrou uma delas e desferiu um chute contra o peito de Bruna. O rapaz só parou quando o motorista interveio.

Era um evento no restaurante Bloco C. Quando o Uber estava chegando, esse cara, muito transtornado, tentou entrar no carro. Minha amiga falou: ‘Esse Uber é nosso!’ Depois disso, ele a empurrou e foi para cima dela. Eu disse: ‘Você vai bater em uma mulher?’. E ele veio contra mim e me deu um chute no peito. A sorte é que o homem estava tão bêbado que não pegou direito"
Bruna Leão, estudante de direito

Depois da ajuda do condutor do Uber, o homem fugiu e as quatro meninas foram à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) para registrar ocorrência. No caminho, viram o homem andando. Pararam e tiraram uma foto de dentro do carro. “É uma pessoa do mesmo círculo que nós. Ele estava dentro da festa. Ficamos muito assustadas porque não estávamos em um lugar isolado. Tinha um casal ao lado, outras pessoas esperando Uber. Foi um susto grande”, relatou.

A ocorrência foi registrada na Deam, mas até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil não havia se manifestado sobre o caso.

A agressão ocorreu em frente ao antigo Bar do Alemão, em frente ao Lake Side. A assessoria de imprensa do Na Praia afirmou que não teve conhecimento no fato por ser fora da área do evento, longe do alcance da equipe de seguranças.

Indignação
A deputada ficou revoltada com a agressão e foi enfática ao lembrar que as mulheres precisam denunciar qualquer tipo de violência. Celina é procuradora Especial da Mulher da Câmara Legislativa e afirmou que vai reforçar os trabalhos para reduzir esse tipo de ocorrência na capital federal. “É um absurdo um acontecimento desses. Não podemos nos calar nem tolerar a falta de respeito à mulher.”

 

 

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