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A estudante de fisioterapia Loiva Carneiro, 22 anos, levou um susto na tarde desta segunda-feira (19/9). Ela foi picada por um escorpião enquanto descansava no Centro Acadêmico do curso na Universidade Católica de Brasília (UCB). “Estava deitada no tapete da sala, quando minha amiga começou a gritar. Saí correndo sem entender direito, mas logo depois senti a picada no meu antebraço, perto do cotovelo”, conta.

Primeiro, Loiva pensou que havia sido picada por uma abelha, já que a dor era parecida. Só algum tempo depois, foi informada por um amigo que se tratada de um escorpião. “Depois de um tempo, a dor ficou muito mais forte e todo o meu braço ficou dormente. Aí percebemos a gravidade e chamamos o brigadista”, explica.

Após o incidente, a estudante foi levada a um hospital, tomou soro e remédios e fez exames. Na próxima quinta (22), ela deve voltar à unidade de saúde para fazer novos testes e descartar qualquer risco de complicações. Loiva está melhor, mas ainda sente dores no local da picada e ao movimentar o braço. “Agora vou tomar muito mais cuidado ao ficar no Centro Acadêmico”, afirma.

O escorpião que picou a jovem não é o primeiro a ser visto pelas instalações da Universidade Católica de Brasília. Segundo a presidente do Centro Acadêmico de Fisioterapia, Liliane Santos, 27 anos, “o aparecimento de escorpiões é recorrente. Esta é a primeira vez que ficamos sabendo de uma picada, mas diversas pessoas já viram esses animais por todo o campus”.

Liliane conta também que já tentou entrar em contato com a direção da universidade para resolver o problema, mas ficou mais preocupada ainda ao ser informada que não há contrato de dedetização para as instalações da faculdade. “Ficamos muito inseguros porque não há controle nenhum”, argumenta. Ainda de acordo com a jovem, após o incidente desta segunda, foi feita uma limpeza geral na sala do Centro Acadêmico de Fisioterapia.

Em nota, a Universidade Católica de Brasília afirmou que “todas as medidas de controle de pragas são realizadas semanalmente pela Instituição”. Sobre o caso de Loiva, a UCB disse que prestou todo o atendimento necessário.

Por fim, a universidade alega que “de acordo com a professora do curso de Ciências Biológicas da UCB, Lourdes Maria Loureiro, as altas temperaturas provocam alta incidência de escorpião durante esse período do ano no Distrito Federal, fazendo com que deixem a parte subterrânea da cidade em busca de alimentos, o que origina esse tipo de acidente”.

 

 

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