*
 

Um grupo de manifestantes transformou o chafariz que fica em frente ao Palácio do Buriti em uma versão reduzida do Lago Paranoá, nesta sexta-feira (25/11). Impedidos de utilizar parte do reservatório devido à contaminação por cianobactérias, eles praticaram wake winch — modalidade na qual um motor puxa o esportista que está na prancha — no espelho d’água, como forma de protesto.

Cerca de 20 pessoas participaram do ato liderado pelo praticante de esportes náuticos Sérgio Marques. “A intenção da manifestação é cobrar uma solução do governo para que esse problema se resolva. A poluição do lago não é de agora, já vem ocorrendo há bastante tempo. Mesmo antes de aparecerem as cianobactérias, as pessoas já jogavam lixo e poluíam o lago. Não existe fiscalização”, afirma.

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O grupo deixou o local por volta das 16h30, após pedido dos seguranças do Palácio do Buriti. Os manifestantes não foram recebidos por nenhum representante do GDF, mas Marques afirma que os esportistas devem realizar mais um protesto, em uma data a ser definida.

A área afetada no lago é restrita aos trechos entre o Lago Sul – QL 4, QL 6 e QL 8 – e a L4 Sul, no braço sul do Riacho Fundo, entre a Ponte Honestino Guimarães e a Estação de Tratamento do Esgoto Sul.

Seis dias depois da contaminação, nesta quarta (23), a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) começou a instalar avisos no local, alertando sobre os riscos para os usuários do lago.

O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) informa que as causas da contaminação do Lago Paranoá por cianobactérias estão sendo apuradas. Análises da água foram encaminhadas a um laboratório de Goiânia (GO). O resultado deve ficar pronto em dezembro.

 

 

COMENTE

Lago ParanoáProtestoPalácio do BuriticontaminaçãoWake winch
comunicar erro à redação