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Tristeza e revolta. Esses foram os sentimentos de parentes e amigos que se despediram das duas primeiras vítimas de latrocínio (roubo seguido de morte) no Distrito Federal em 2017. No Cemitério do Gama (foto), onde foi velado o corpo da professora Raquel Costa Miranda, 41 anos, familiares da mulher estavam indignados com a violência na capital federal. A sensação era a mesma no Cemitério de Taguatinga, onde foi sepultado o corpo do taxista José Soares Brandão, 46 anos.

Amiga da família da professora Raquel, a advogada Maria de Lourdes Soares disse que vai acompanhar os desdobramentos do caso. “Segundo relatos de testemunhas, Raquel não reagiu em nenhum momento. Não houve grito, ela não correu. O criminoso atirou a sangue frio, pelas costas. Estamos todos chocados com a barbárie e esperamos que o crime seja elucidado”, afirmou.

Primo de José Brandão, o brigadista Fernando Costa cobrava Justiça. “Todo mundo ainda está em choque e com medo do assassino ser solto logo. Nos disseram que ele é réu primário e não deve ficar muito tempo preso”, disse.

O assassinato do taxista
Brandão foi morto na noite de quarta (4), em Brazlândia, após ser abordado por um casal de supostos passageiros em Taguatinga. A corrida seria em direção ao Incra 8. Um dos criminosos anunciou o assalto e o motorista jogou o veículo em direção a uma viatura da Polícia Ambiental que circulava na via. O táxi parou alguns metros depois. Quando os militares se aproximaram do carro, o homem já estava sem vida.

Um dos criminosos tentou fugir do local e disparou contra os militares, mas acabou capturado em seguida. A arma usada no crime também foi apreendida. A mulher também foi detida.

No momento da prisão, o homem relatou que a arma teria disparado acidentalmente quando o motorista invadiu a pista bruscamente para chamar a atenção da polícia. Ele disse que orientou o taxista a “seguir reto e não fazer nenhuma besteira”.

Os dois presos foram encaminhados para a 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), responsável por investigar o caso. José Brandão era casado e deixou quatro filhos. O mais novo tem apenas 2 anos.

 

A morte da professora
Horas antes da morte do taxista, Raquel Miranda foi assassinada ao ter o carro roubado no Gama. O veículo foi encontrado carbonizado pouco depois no Novo Gama (GO). Segundo a polícia, o principal suspeito é Leandro Pereira, 24 anos, conhecido como “Canudo”. Enquanto o corpo de Raquel era enterrado, policiais buscavam o criminoso.

De acordo com a ocorrência registrada na 14ª DP (Gama), Raquel saía do Posto de Saúde 5, na Quadra 38, Setor Central, por volta das 12h20, quando viu um homem mexendo no seu veículo, um Fiat Uno. Ela teria começado a gritar, conforme o relato feito na DP. O criminoso aproximou-se da vítima, atirou, pegou a chave do automóvel e fugiu do local. Testemunhas, entretanto, afirmam que ela não reagiu ao ser abordada.

Reprodução/Facebook

A professora Raquel Miranda deixa dois filhos

 

 

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