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A Universidade de Brasília (UnB) recebeu uma notícia animadora em meio à crise financeira sem precedente que enfrenta. A instituição ingressou, junto com outras três brasileiras de ensino superior, no ranking internacional das mil melhores universidades do mundo, divulgado anualmente pela publicação britânica Times Higher Education (THE), uma das mais influentes sobre educação.

Este ano, os recursos previstos para a UnB sofreram corte de 45% e a reitoria foi obrigada a rever as contas. Devido à nova realidade, a instituição elaborou um relatório que previa cortes na ordem de 25% em contratos vigentes de terceirizados, que atualmente representam 75% dos gastos da universidade. O déficit está em torno de R$ 105 milhões, entre os gastos previstos e a verba repassada pelo governo federal.

Além da UnB, as universidades federais de Itajubá (MG), na faixa 601-800, de Pelotas (RS) e Estadual de Ponta Grossa (PR) — as duas últimas no intervalo 801-1000 — também entraram na lista. Seis instituições brasileiras, entretanto, saíram do ranking. Na edição deste ano, 21 integram a lista mundial, ante 27 no ano passado.

As instituições que deixaram o ranking foram as universidades federais do Paraná (UFPR), Bahia (UFBA), Goiás (UFG), além de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, e Ouro Preto (Ufop), Lavras (Ufla) e Viçosa (UFV), em Minas Gerais. As estaduais de Londrina (UEL) e Maringá (UEM), no Paraná, também saíram da lista.

Ranking
A Universidade de São Paulo (USP) segue como a primeira do país, em um grupo que está entre 251 e 300 melhores instituições. Após a posição 200, o ranking deixa de considerar as entidades de forma unitária e passa a considerá-las por grupos.

A avaliação do THE utiliza informações como número de citações em pesquisa, o nível de internacionalização, o grau de titulação dos professores, a transferência de conhecimento para a sociedade e outros aspectos.

“É decepcionante que a participação do Brasil nas principais universidades globais tenha diminuído, particularmente, por causa da expansão da tabela de rankings deste ano. Os resultados refletem a crescente pressão que as universidades do país sofrem durante a crise econômica e a crescente concorrência global no setor. O Brasil precisará garantir que continue investindo no ensino superior e liberte suas instituições de burocracia desnecessária, se quiser se tornar um participante global de educação superior”, declarou o diretor editorial dos rankings globais do THE, Phil Baty, em comunicado à imprensa.

A Universidade de Oxford, na Inglaterra, se manteve como a primeira na lista do World University Rankings. Já a de Cambridge, também no país, subiu duas posições e está em segundo, ultrapassando o Instituto de Tecnologia da Califórnia e a Universidade de Stanford, ambos em terceiro lugar.

Os Estados Unidos seguem com a maior quantidade de posições no topo do ranking: 6 das 10 primeiras são americanas.

Veja a lista das 21 universidades que estão no World University Rankings:

1ª: Universidade de São Paulo (USP)

2ª: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

3ª: Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

4ª: Universidade Federal do ABC (UFABC)

5ª: Universidade Federal de Itajubá (MG)

6ª: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

7ª: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

8ª: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS)

9ª: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

10ª: Universidade Estadual de São Paulo (Unesp)

11ª: Universidade de Brasília (UnB)

12ª: Universidade Federal do Ceará (UFC)

13ª: Universidade Federal de Pelotas (RS)

14ª: Universidade Federal de Pernambuco

15ª: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

16ª: Universidade Federal de Santa Catarina

17ª: Universidade Federal de São Carlos (SP)

18ª: Pontifícia Universidade Católica do Paraná

19ª: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

20ª: Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj)

21ª: Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR)

(Com informações da Agência Estado)

 

 

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