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Os preços de mensalidades no ensino superior brasileiro cresceram em média 4,5% no primeiro semestre de 2016 ante igual período do ano anterior, de acordo com levantamento da Quero Educação, empresa que gerencia oferta de bolsas de estudo na internet. Estudo da companhia aponta que em todas as áreas de cursos os aumentos de preço nos cursos presenciais e à distância foram inferiores ao INPC, indicador utilizado para o dissídio de professores.

No Distrito Federal, no entanto, a história é outra. Brasília e Curitiba foram duas das únicas três capitais estudadas em que os reajustes de preço no ensino presencial superaram a inflação, que foi de 11%. A terceira foi Manaus. Em Brasília, o reajuste foi de 14,6%. Em Curitiba e Manaus, as altas foram de 12,4% e 12,3% respectivamente.

Ainda de acordo com a pesquisa, Brasília e Curitiba são cidades que têm aceitação maior de preços. Os patamares de valor variam de cidade a cidade e o estudo mostra que São Paulo e Recife têm tido buscas crescentes por menores preços. No ensino presencial, cursos de engenharia tiveram reajuste de 3,6%. Já na área de ciências sociais, negócios e direito, a alta foi de 4,6%.

O estudo mostra também que os estudantes de ensino superior privado são sensíveis a preço, sobretudo em cursos de custo mediano. No curso de Direito, que é o mais buscado para bolsas de estudo segundo o levantamento, o impacto que aumentos de preço gera na demanda é quase inexistente quando o curso é de mensalidade alta, superior a R$ 1 mil.

Já nos cursos entre R$ 400 e R$ 1000, o impacto de aumentos de preço é considerado elevado. Nessa faixa média, mudanças de preço podem ser a diferença entre a empresa alcançar 20% ou 90% da demanda potencial. (Com informações da Agência Estado)

 

 

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