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A inflação no Distrito Federal fechou o ano de 2016 em 5,62%. O dado é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quarta-feira (11/1) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Apesar de o valor ter ficar abaixo da média nacional (6,29%), o brasiliense teve que se desdobrar para pagar as contas do mercado, de saúde e educação.

Alguns alimentos tiveram alta bastante superior à inflação. É o caso do arroz, que terminou o ano 13,56% mais caro, e o feijão, 50,03%.

A alimentação saudável, rica em frutas, também ficou mais indigesta para o brasiliense. A banana-prata, por exemplo, fechou 2016 com preço 46,78% maior e a laranja encareceu 25,15%.

Produtos farmacêuticos gerais tiveram aumento de 13,05% nos preços no período analisado. Serviços médicos e dentários, por sua vez, ficaram 7,68% mais caros. Quem buscou atendimento médico particular teve de desembolsar 17,64% a mais em casos de hospitalizações e 13,58% no pagamento do plano de saúde.

Os pais sofreram para pagar os colégios particulares para os filhos. Os preços das mensalidades dos ensinos infantil, fundamental e médio subiram 11,98%. O aumento desses custos é um dos motivos que levaram os alunos das escolas privadas a migrarem para a rede pública.

Energia e combustível
Se os gastos no mercado ficaram mais salgados, o mesmo não se pode dizer sobre os preços aplicados nas bombas de gasolina. Brasília foi a única capital avaliada com queda no setor e, apesar dos aumentos registrados ao longo de 2016, terminou o ano com o combustível 4,54% mais barato. A queda se deve, entre outros fatores, à intervenção do governo no cartel de postos no DF.

O brasiliense também teve um alívio na hora de pagar a conta de luz. As cobranças pelo uso da eletricidade ficaram 4,06% mais em conta em 2016. Em compensação, água e esgoto encareceram 10,82%, principalmente devido às taxas adicionais cobradas pela escassez de água nos reservatórios do DF.

Dezembro
Entre as cidades pesquisadas pelo IBGE, Brasília teve o maior crescimento na inflação, com alta de 1,12% no mês de dezembro. A média nacional ficou em 0,30%. Porto Alegre registrou deflação no período.

Os vilões, mais uma vez, foram os alimentos. O tomate, por exemplo, teve aumento de 10,91% somente no último mês do ano. A cebola ficou 18,02% mais cara.

 

 

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