GDF quer usar dinheiro da previdência para pagar salário dos servidores
A ideia do governo é garantir o salário com o dinheiro do superávit do Fundo Previdenciário do Distrito Federal

A estratégia do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) para garantir o pagamento em dia dos salários do funcionalismo até o fim do ano depende da Câmara Legislativa. O GDF enviou para a Casa, nesta quinta-feira (24/9), um projeto de lei que, caso aprovado, permitirá o uso do superávit do Fundo Previdenciário do Distrito Federal (de R$ 1,7 bilhão) para garantir os vencimentos dos servidores.
A medida foi anunciada por Rollemberg em entrevista coletiva depois de uma manhã marcada pela paralisação de 32 categorias de servidores.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasAtualmente, o Fundo Previdenciário do Distrito Federal conta com R$ 3,3 bilhões. Desse total, para garantir a aposentadoria dos servidores que contribuem para o fundo é necessário R$ 1,5 bilhão. Dos R$ 1,7 bilhão restante, 25% continuam no Iprev como uma garantia adicional e a diferença, os 75%, seriam utilizados para pagar os aposentados.
Com a medida, o governo consegue economizar R$ 240 milhões por mês, pois deixa de subsidiar o fundo com recursos do tesouro. “Sobra esse dinheiro para podermos pagar os servidores ativos”, explica Alexandre Lopes, secretário de Gestão Administrativa e Desburocratização.
Para ser sancionado a tempo de garantir os salários dos servidores, a câmara precisa votar o projeto seja até a próxima terça-feira (29/9). O governo assegura que a medida é necessária para garantir o pagamento de salários até o fim do ano. “Se a Câmara não aprovar até a próxima semana, provavelmente não teremos esse recurso para o 5º dia útil”, declarou o secretário de Fazenda, Pedro Meneguetti.
Os recursos do Iprev serão repostos com imóveis. O governo os repassará ao fundo como patrimônio para recompor os R$ 1,3 bilhões que serão acumulados ao longo de cinco meses. Esta é a primeira vez que um governo recorre ao fundo para pagar servidores. “É diferente do aconteceu em Minas ou no Paraná. Nesses lugares, eles pegaram todo o dinheiro do fundo. Isso é muito complicado porque coloca em risco a aposentadoria do servidor. Não vamos fazer isso. Nós vamos usar parte do superávit”, completou Alexandre Lopes.


