Corte nas administrações regionais não tem previsão para começar
Governador ainda precisa elaborar projeto de lei para ser aprovado na Câmara

A reforma administrativa do Governo do Distrito Federal ainda está incompleta. O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciou, na terça-feira (13/10), a redução do número de pastas do GDF de 24 para 17, mas deixou de lado a promessa do corte de administrações regionais.

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Para conseguir a redução, Rollemberg precisa enviar à Câmara um projeto de lei. Essa seria uma segunda tentativa de passar o texto na Casa. No início do mandato, o governador até tentou, mas, por conta de impasses políticos e administrativos, retirou a proposta.
Em coletiva na última terça, Rollemberg ressaltou que, mesmo sem a aprovação do Legislativo, o GDF já funciona com 24 administradores regionais, ainda que existam 31 órgãos em funcionamento. “Alguns acumulam atividades, o que diminui, em parte, os gastos. O nosso objetivo é tornar o que estamos fazendo provisoriamente em algo definitivo”, explicou. O vice-governador do DF, Renato Santana, por exemplo, está à frente do Riacho Fundo 1 e do Setor de Indústrias Gráficas (SIG) como interino. No Guará e em Vicente Pires, ele atua como administrador.
O ainda secretário de Relações Institucionais, Marcos Dantas, afirmou que a formulação do projeto está em pauta. “O governo está focado, neste primeiro momento, na redução das secretarias. Acredito que, em um segundo momento, essa questão será discutida”, afirmou.
Histórico
Se aprovada, essa seria a segunda redução no quadro político e administrativo nas regiões administrativas. No início do ano, o corte de pessoal em comparação a setembro do ano passado foi de 56%. Devido à crise e à necessidade de enxugar as folhas de pagamento, a quantidade de comissionados caiu de 2.578 para 1.124. Hoje, a administrações regionais contam com 1.857 funcionários, entre concursados e comissionados.



