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Uma pesquisa realizada pela Proteste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, em 42 supermercados do Distrito Federal mostra que os brasilienses dispostos a bater perna podem economizar mais de R$ 1 mil durante o ano na hora de encher o carrinho. A diferença de preços constatada entre os estabelecimentos em um único produto ultrapassa os 100%. Se o consumidor estiver disposto a trocar de marca, então, a economia no orçamento é maior ainda.

O levantamento apontou uma variação de 128%, por exemplo, para um pacote de um quilo do feijão carioca, tipo 1. Foi encontrado por R$ 4,38 em um local, e por R$ 9,98 em outro mercado mercado. E o pacote de 1 quilo de sal grosso para churrasco Cisne foi encontrado com preços entre R$ 1,98 e R$ 3,99, uma diferença de 102%. Para ajudar o consumidor na hora de ir às compras, a associação disponibilizou um serviço para fazer simulações.

Para o engenheiro militar aposentado Alessio Ribeiro Souto, 67 anos, não há melhor aliado no combate à inflação dos alimentos do que pesquisar. “As despesas subiram entre 6% e 14% nas minhas compras durante esse ano. Há seis meses passamos a comprar em atacados e a mudança é vantajosa. Isso aconteceu porque o aumento no salário do aposentado está muito longe de acompanhar a alta dos preços”.

E o militar não está errado ao optar por comprar em um atacadão. Na comparação entre as lojas mais baratas para uma cesta com 104 produtos de marcas líderes no DF, a pesquisa da Proteste mostrou que a melhor opção para o brasiliense é o Makro, situado no Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) Sul. Para esta cesta, a economia anual chegou a R$ 1.191,34. A coordenadora do estudo da associação, Natália Dias explicou que em geral, as redes de lojas de atacado oferecem preços mais em conta do que supermercados e hipermercados.

A gerente de comércio Jucélia Félix, 34 anos (foto de destaque), também prefere comprar em atacadistas por ser mais vantajoso. “Como faço compras para restaurante sempre falta algo na semana e temos que correr para o supermercado. As despesas subiram razoavelmente do último ano para cá. O mais importante é definir o valor disposto a gastar. Assim, consegue-se fazer economias”, afirma. Em tempos de inflação alta, aproveitar as promoções e fazer um pequeno estoque estão entre as estratégias da consumidora.

Apesar de a pesquisa ser realizada todos os anos em abril e divulgada com defasagem, o levantamento oferece um nível de detalhamento amplo e mostra o preço de compra de duas cestas definidas de produtos, classificada de acordo com dois perfis de consumo distintos.

A primeira é composta por 104 produtos com marcas líderes de venda e encontrados nas categorias mercearia, higiene e limpeza, perecíveis, hortifruti e variados. A segunda tem 90 produtos com as marcas mais baratas, sendo os mesmos da cesta 1, porém sem carne, frutas, verduras e legumes.

Segundo a Proteste, pela cesta de 104 itens de produtos de marcas líderes, o consumidor brasiliense desembolsa, em média R$ 550,64. Pelo conjunto de 90 produtos sem marca definida nem perecíveis, esse valor é de R$ 381,96. No caso do conjunto de itens sem marca definida, a melhor opção indicada pela pesquisa foi o Big Box da EQN 402/403.

Entenda a pesquisa
Foram comparados os pontos de venda visitados para apontar o supermercado mais barato. E, tomando esse local por base, a indicação de quanto os demais são mais caros. A lista não traz os preços por produtos. Em vez de simplesmente citar preços, as tabelas mostram a comparação entre os estabelecimentos visitados: o ponto de venda mais barato recebe o índice 100; os demais, o índice proporcional ao custo de suas respectivas cestas.

Com essa metodologia, foi possível ainda comparar as redes de supermercados, hipermercados, hard discount e lojas de conveniência. Para calcular o custo de cada cesta, foi feita uma ponderação, levando em conta o peso de cada produto nos hábitos de consumo do brasileiro. Isso porque os produtos têm importâncias diferentes de consumo. As lojas mais bem classificadas são as que vendem mais barato os produtos mais consumidos.

Entre os estabelecimentos pesquisados no DF, entretanto, é preciso ressaltar que eles estão concentrados nas asas Sul, Norte, Sudoeste, lagos Sul e Norte, e na Epia Sul e Epia Norte (confira a relação abaixo).

Confira os estabelecimentos pesquisados:

  • Asa Norte:
  • Extra STN – 716 – LOTE A
    Big Box CLN 106 – BL. D – LJ. 08 a 72
    Carrefour Bairro Q SEPN 504
    Big Box EQN 408/409 – BL. A
    Carrefour Bairro SHIS QI 25 – 512/513 – BL. A – LJ. 50
    Carrefour STN – LOTE A
    Oba CLN 309 – Bloco B
    Big Box EQN 402/403, 910
    Carrefour Bairro EQN 504/505, S/N
    Atacadão STN – CJ. H
    Pão de Açúcar EQN 403/404
    Pão de Açúcar EQN 508/509
    PraVocê CLN 111 – Bloco D – Loja 13
    Big Box SHIN CA 01 Bl B Lojas 82/87
  • Asa Sul:
    Pão de Açúcar EQS, 406/407 – BL. A
    Pão de Açúcar CRS 516 BLOCO A, s/n
    Supermercado da Terra CLS 216 BLOCO C S/N – LOJA 36
    Comper EQS 305/306 – Área Especial
    Super Maia SHC/S CR QD 508 BL “C” LJ
    Big Box CRS 503 – BL. B
    Carrefour Bairro EQS, 402/403 – BL. A – LT. 1
    Carrefour SCEES – TRECHO 1 – LT. B
    Extra SMAS Tr. 3, Conj. 5
    Carrefour Bairro EQS, 310/311 – BL. A
    Pão de Açúcar CLS 308 – BLOCO A
    Makro SIA TRECHO 7
    Pão de Açúcar SCRS, 516 – BL. A – LJ. 45/46
    Pão de Açúcar CLS – SHCS EQ, 304/305
    Carrefour Bairro SHIS QI 25 Lote “G” – Setor de Habitações Individuais Sul
    Extra SIA QUADRA 3-C
    Super Adega SIA TRECHO 12, S/N
    Walmart SIA TRECHO 16, S/N
  • Lago Norte:
  • Pão de Açúcar SHIN QI 1 – Bloco A
  • Lago Sul:
  • Carrefour Bairro SHIS QI, 13 – BL. B
    Pão de Açúcar SHIS QI 5 Chácaras 80 A 85 – Cj. F
    Bellavia QUADRA 201, S/n 109
  • Sudoeste:
    Big Box CLSW/SHCSW – QD. 301 – BL. B – LJ. 26 A 52
    Super Veneza SHCES Quadra 811 Bloco B – Loja 80
    Super Maia SHCES QUADRA 1101 BLOCO A
    Pão de Açúcar SQSW 100 – 6 – LOJA 4/5 – LOJA 1296
    Super Maia CLSW 105 BLOCO A
 

 

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