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Aos 10 anos, o brasiliense Samuel Henrique da Silveira Lima descobriu que estava com câncer no fêmur. Após quatro anos de idas e vindas ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Samuca, como é conhecido, recebeu um diagnóstico assustador: teria que amputar a perna para continuar vivendo.

“Preferi viver, né?”, lembra. Meses antes de se submeter à cirurgia, ele encontrou no hip-hop a força que precisava para encarar os desafios com os quais esbarrou. “Assim que saí do hospital, a primeira coisa que tentei fazer foi o meu movimento de break favorito, o flare”, relata.

Hoje, aos 19 anos, o brasiliense é dançarino e sonha tornar-se atleta paralímpico. Desde 2014, ele joga no time de basquete em cadeiras de roda ICEP Brasil.

Com as muletas – fundamentais para a sua sustentação e mobilidade –, alguns movimentos do esporte ficam fora do alcance de Samuca. Uma prótese daria ao jovem meios de lutar por uma vaga na seleção brasileira de basquete sub-23. Por isso, uma campanha na internet foi lançada para juntar o dinheiro necessário para a compra do equipamento.

A mãe de Samuca, Edilene da Silveira, tentou conseguir esse item na rede de saúde pública do DF. “Eles disseram que eu deveria esperar uma ligação. O resto você já sabe…”, explicou o bailarino. O objetivo da vaquinha virtual é arrecadar R$ 40 mil. Até sexta-feira (16/9), a iniciativa contabilizava R$ 6.100 em contribuições.

A ideia da campanha surgiu há poucos dias, durante uma apresentação de boas-vindas aos atletas paralímpicos da Rio 2016. Samuca foi convidado por um amigo a participar do grupo e, lá, contou sua história.

Ganhar o equipamento permitiria que o jovem redescobrisse a liberdade de andar sozinho e, quem sabe, daria a ele a chance de defender o Brasil nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020.

Por muito tempo, queria ser invisível. Agora, quero que o mundo me veja. Acho que já sou campeão!"
Samuca

No primeiro campeonato de hip hop de que participou, Samuca alcançou o degrau mais alto do pódio. Em sua mais recente disputa, em São Paulo, ficou com a oitava colocação entre os 50 concorrentes.

Arquivo pessoal

Samuca em uma de suas acrobacias

 

Atualmente, é o único dançarino de break da capital com deficiência — um dos cinco do Brasil. Na companhia New Old School, ele treina as coreografias das apresentações. E o flare, que ensaiou logo após receber alta no HBDF, há cinco anos, transformou-se nas mais de 60 acrobacias consecutivas que realiza durante as competições.

Vamos ajudar o Samuca a conseguir a prótese e torcer para vê-lo lançar uma bola de basquete nas Paralimpíadas Tóquio 2020? O link da vaquinha pode ser acessado aqui: www.vakinha.com.br/vaquinha/uma-protese-para-samuca

 

 

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