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Nesta quarta-feira (12/10), Dia das Crianças, Brasília ganha um novo espaço voltado para as artes visuais. O Museu Banco do Brasil fica no mesmo prédio que abriga o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), usualmente palco das maiores exposições internacionais que a cidade recebe.

O novo espaço contará a história da instituição bancária, inaugurada em 1808, por meio de instalações modernas, depoimentos de funcionários, objetos e documentos históricos. Também vai expor obras de arte. Todos os itens são parte do patrimônio do banco – catalogado e organizado para o lançamento do museu.

“Além de preservar a memória do banco, consolidamos a instituição na produção cultural brasileira”, explica Maria Ignez Mantovani Franco, diretora da Expomus, empresa responsável pela criação do museu. Esse objetivo está sintetizado na primeira mostra, “Acervos do Brasil — História, Cultura, Cidadania”.

Felipe Menezes/Metrópoles

Linha do tempo do Banco do Brasil, parte do módulo “História”


Inspiração em Athos Bulcão

Com desenho inspirado nas obras de Athos Bulcão, artista bastante popular na capital, o museu possui 6 mil metros quadrados, ocupando boa parte do primeiro andar do prédio do CCBB. Lá, “Acervos do Brasil: História, Cultura e Cidadania” se divide em dois módulos.

O primeiro, “História”, foca nos documentos e na história do banco, trazendo vídeos com depoimentos de funcionários da estatal, mobiliários de época, telefones antigos, linha do tempo e uma grande instalação feita com carteiras de trabalho — com fotos de antigos funcionários..

O segundo módulo, “Cultura e Cidadania” visa expor o acervo artístico da instituição. Ao todo 77 pinturas, gravuras e esculturas feitas por brasileiros foram distribuídas numa sala de design moderno e arrojado. Estão lá grandes nomes da arte moderna nacional, como Candido Portinari, Di Cavalcanti, Tomie Ohtake, Athos Bulcão, Djanira, Burle Marx e Fayga Ostrower.

Confira cinco obras de arte expostas no novo museu:

 

Espaço para leitura
Além dos dois módulos, o museu conta com um espaço para leitura, em que serão disponibilizados os catálogos de exposições temporárias do CCBB; uma área destinada ao esporte, em que estão expostas camisetas assinadas por atletas do vôlei feminino e masculino, além de um macacão do automobilista brasiliense Felipe Nasr, e um espaço educativo, voltado para atividades infantis.

Para que o museu saísse do papel foi necessário catalogar o patrimônio histórico e artístico do banco. Ao todo foram localizados 1.100 obras de arte feitas por 727 artistas, 35 mil itens históricos (moedas, cédulas e objetos ligados à atividade bancária), 16 mil títulos de livros, 20 mil fotografias e 5 mil documentos de valor histórico (atas de reunião, recortes de jornais, plantas arquitetônicas, etc).

Museu Banco do Brasil
De quarta a segunda, das 13h às 19h (a partir desta quarta, 12/10), no Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 2, Lote 22, 3108-7600). Entrada franca. Classificação indicativa livre.

 

 

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