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A noite de ano-novo, que deveria ser de alegria, acabou em decepção para quem foi à festa Réveillon Entre Lagos, realizada no último sábado (31/12) no clube Ases-DF (Associação dos Empregados do Serpro), no Setor de Clubes Sul. De acordo com relatos de pessoas que estavam no local, tanto a bebida quanto a comida acabaram muito antes do horário divulgado. Elas reclamam também da desorganização do evento, que tinha ingresso de até R$ 5 mil. O valor deveria ser pago por quem queria alugar um bangalô com capacidade para 10 pessoas.

Um dos decepcionados com a festa é o publicitário Márcio Machado, 24 anos. Ele passou a virada no evento com a namorada e um casal de amigos, mas foi embora por volta das 2h30 devido à insatisfação. Ele conta que a produção afirmou que as portas seriam abertas às 21h, no entanto, as pessoas só começaram a entrar às 21h45.

Ainda de acordo com o publicitário, a fila de entrada também estava “quilométrica”, e a comida e parte das bebidas acabaram por volta de 1h. Algumas outras bebidas que foram divulgadas nem estavam disponíveis no evento, garante Márcio Machado. Diversos vídeos gravados por convidados mostram a insatisfação das pessoas com o fim dos comes e bebes. Nas imagens, também é possível ver claramente uma placa que indica que o serviço deveria ter continuado até as 5h.

Confira os vídeos abaixo:

“O pior nem é o dinheiro gasto, mas a expectativa que foi criada. A gente fica ansioso e se prepara para curtir a festa, mas nada é como prometido”, afirma Machado, que pagou R$ 105 pelo ingresso. Outra cliente insatisfeita com a festa é a estudante Sofia Ribeiro, 24. Ela afirma que o evento foi mal organizado e reclama da falta de preparação dos funcionários contratados pelos produtores da festa.

“As pessoas que estavam no bar não sabiam de absolutamente nada. Estavam todos despreparados e até vestidos inadequadamente”, conta Sofia Ribeiro. A estudante, que pagou R$ 150 pelo ingresso da festa, chegou até a divulgar o evento em alguns grupos, mas saiu decepcionada. “Estragou meu ano-novo. Só não foi pior porque estava com meus amigos. Mas deixei de ir em outras festas muito melhores por conta dessa, que não me ofereceu nada”, diz.

Após as reclamações de diversos clientes, todos os traços do Reveillón Entre Lagos foram apagados das mídias sociais. Alguns desses convidados se uniram e criaram um grupo no WhatsApp, que já conta com mais de 200 participantes. Eles se preparam para entrar com uma ação judicial contra a organização da festa. Alguns chegaram a tentar registrar ocorrência na 5ª Delegacia de Polícia (região central do Plano Piloto), mas foram orientados a procurar o Procon-DF.

No Facebook, também foi criado um evento para somar pessoas ao processo contra a organização. Na rede, as críticas à festa também são muitas.

 

Ao Metrópoles, o produtor Sérgio Vasconcelos, responsável pela festa, afirmou em nota que os consumidores lesados nunca tentaram “contato com a produção do evento” e alega estar à “disposição de todos para resolver qualquer tipo de problema”. Por fim, diz que, durante o evento, houve diversas tentativas de invasão do open bar e open food e até agressão de funcionários que serviam no local.

 

 

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