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A chuva voltou com vontade nesta sexta-feira (23/9), depois de pancadas isoladas registradas deste o último fim de semana. A mudança no clima veio acompanhada de ventos fortes, raios e trovões.

Entre as áreas mais afetadas estão a região central de Brasília. Os meses de estiagem, no entanto, não foram suficientes para o poder público contornar um problema recorrente no Distrito Federal: os alagamentos.

Em vários pontos do DF, como as asas Sul e Norte e o Lago Sul, foram registrados acúmulo de água nas pistas, o que complicou o trânsito. No Eixo Monumental, próximo à Rodoviária do Plano Piloto, um acidente envolvendo um ônibus bloqueou duas faixas.

Na L2 Sul, altura da 601, a energia de um semáforo caiu e também provocou a retenção de veículos no local.

 

Projetos em ritmo lento
Nos últimos meses, praticamente nenhum dos projetos que visam a drenagem pluvial para facilitar a saída da água das chuvas foi tirado do papel pelo Governo do Distrito Federal.

Há mais de 10 anos são anunciadas obras de ampliação do sistema de captação e escoamento de águas no DF. Mas, até agora, muito se disse e pouco se fez. Em junho de 2015, o GDF obteve um empréstimo de R$ 258 milhões referentes à segunda parcela de um financiamento feito com o Banco do Brasil. Os recursos seriam destinados à execução de 80 projetos em diversas regiões administrativas, incluindo obras de drenagem de águas pluviais.

 

Um dos projetos, o Drenar-DF 1, tem o objetivo de corrigir os alagamentos no Plano Piloto. No entanto, ele ainda não começou. Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos do DF (Sinesp), uma parte da obra que melhoraria a situação do início da Asa Norte está em processo de análise de questões jurídicas para que possa então ser liberada a assinatura do contrato.

Outra parte da obra abrangeria o restante da Asa Norte e a Asa Sul, mas ainda está em negociação com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Está prevista ainda uma segunda etapa do Drenar, que melhoraria a área de Taguatinga. O projeto também prevê a melhoria da qualidade da água pluvial descarregada no Lago Paranoá, por meio da retenção dos resíduos em bacias de contenção. O problema é que a obra levaria dois anos para ser finalizada. Isso após a assinatura do contrato, o que ainda não aconteceu.

Em resumo, o Drenar permanece como um plano futuro. Para as chuvas de agora, o que o GDF fez foi a limpeza das bocas de lobo das tesourinhas do Plano Piloto. E ao que tudo indica não foi suficiente.

Secretaria de Agricultura
Após a chuva desta sexta-feira (23/9), cinco salas da Secretaria de Agricultura do DF ficaram alagadas. Segundo a pasta, as calhas não conseguiram dar vazão ao grande volume de água e houve vazamentos no teto de algumas salas. Os servidores foram retirados dos locais afetados e a pasta afirma que a equipe de manutenção já realizou vistorias para iniciar os reparos. A Defesa Civil também faz inspeção para avaliar os danos.

 

 

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