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Distrito Federal

Caso Marcelo Bauer. Em 1987, Thaís Mendonça foi morta pelo namorado na UnB

Crime se assemelha ao de Louise Ribeiro. Bauer, entretanto, fugiu para fora do Brasil logo após assassinar a jovem e mesmo condenado, nunca cumpriu pena

11/03/2016 14:39, atualizado 11/03/2016 17:22
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Reprodução
Caso Marcelo Bauer. Em 1987, Thaís Mendonça foi morta pelo namorado na UnB

A morte da estudante Louise Ribeiro na noite desta quinta-feira (10/3) traz de volta a lembrança de outro caso cruel, que chocou os brasilienses, de assassinato envolvendo uma aluna da Universidade de Brasília (UnB). Em 12 de julho de 1987, o corpo de Thaís Mendonça foi encontrado numa área de cerrado, próximo à 415 Norte, com cortes no pescoço, uma perfuração na cabeça e muito sangue no rosto.

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Ela desapareceu dois dias antes, após sair da aula do curso de Letras. Thaís foi assassinada pelo namorado dela, o gaúcho Marcelo Duarte Bauer, condenado à revelia em 2012 a 18 anos de prisão.

Após sequestrar a jovem, Bauer a asfixiou com substância tóxica e depois desferiu 19 facadas no peito e no pescoço de Thais, na época com 19 anos de idade. Em seguida disparou um tiro de revólver em sua cabeça. Após o crime, Bauer abandonou o corpo num matagal.

Horas depois de matar a namorada, Marcelo fugiu do país e foi encontrado 13 anos depois, morando na Dinamarca. Na ocasião, ele chegou a ser preso pela Interpol, permanecendo detido por oito meses. O Ministério da Justiça pediu sua extradição que foi aceita pelo governo dinamarquês. Entretanto, a defesa de Bauer recorreu à Corte de Justiça de Aarhus e a extradição foi suspensa e o brasileiro foi liberado.

O governo brasileiro apelou para a Suprema Corte da Dinamarca e a extradição foi autorizada, porém Marcelo não se encontrava mais em solo dinamarquês. Neto de alemão, havia solicitado cidadania alemã e se refugiado naquele país. Na Alemanha, foi localizado novamente pela Interpol, contudo o pedido de extradição formulado pelo Brasil foi negado pelo governo alemão devido à cidadania concedida a Bauer.

Filho de um coronel que na época trabalhava no Serviço de Inteligência da Polícia Militar do DF. Segundo investigadores, ele teria planejado a fuga do filho com a ajuda de colegas de corporação e do Exército. Com a condenação, o crime de Bauer prescreve em 2029. (Com informações do Tribunal de Justiça do DF)