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Distrito Federal

Carbonizada e jogada em vala: 2 anos depois, morte de Thaynara segue sem solução

A jovem foi encontrada carbonizada em Ceilândia, parentes afirmam que investigação não avançou e suspeitos seguem soltos

Luis Fellype Rodrigues11/06/2026 03:45, atualizado 10/06/2026 21:06
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Material cedido ao metrópoles
FOTO-VITIMA

Quase dois anos após a morte de Taynara Lorrana da Silva Matheus, aos 21 anos, a família segue sem respostas sobre quem assassinou a jovem e qual teria sido a motivação do crime. A irmã da jovem, Thais Silva, 19, reclama da falta de avanço nas investigações e afirma que pessoas apontadas como suspeitas pela polícia continuam em liberdade. A vítima foi encontrada carbonizada dentro de uma vala em Ceilândia.

A falta de respostas tem causado sofrimento diário aos familiares, e olhar para a casa sem Taynara tem sido cada vez mais difícil e doloroso. Segundo Thais, a mãe e a avó choram todos os dias com saudade da jovem, à espera por justiça.

“É muito triste não saber por que fizeram isso com ela nem por que foram tão cruéis”, lamentou.

Thais também lembra que Taynara deixou um filho de apenas 4 meses. “Ela não queria morrer. Tinha um filho que hoje está com 2 anos. Não é justo que ele cresça sem saber o que aconteceu com a mãe. Não é justo que a família e os amigos não tenham respostas”, afirmou.

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Dois anos após o crime família segue sem respostas
Familiares cobram respostas sobre o caso
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Dois anos após o crime família segue sem respostas

Investigações

De acordo com os familiares, durante meses os investigadores reuniram informações sobre um homem e duas mulheres que teriam ligação com o caso. “A polícia fez um trabalho excelente para levantar suspeitos e tentar encontrar provas. O problema é que não conseguiu imagens que colocassem essas pessoas na cena do crime”, afirmou a irmã da vítima.

Thais detalha que um dos suspeitos teria, inclusive, detalhado o assassinato para pessoas da região. “Ele não assume para a polícia, mas na rua fala de boca cheia que matou a Taynara. Muita gente chegou até nós contando isso”, declarou a familiar.

A irmã conta que acompanhou as investigações desde os primeiros dias. Ela lembra do exato momento em que a polícia foi até a casa da família para comunicar o que havia acontecido. “Passei quase um ano indo à delegacia para prestar depoimento e acompanhar o andamento do caso”, disse.

Com o passar do tempo, as investigações deixaram de avançar e a família ficou sem respostas. Segundo Thais, os familiares descobriram recentemente que o caso foi transferido para outra unidade da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), sem qualquer comunicação prévia.

“Fui à delegacia (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher) para falar com o delegado e me informaram que o caso não estava mais lá, que tinha sido encaminhado para a Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP). Ninguém avisou a família. Tentei contato várias vezes, mas não consegui retorno”, relatou.

Caso

O corpo de Taynara foi encontrado em 28 de agosto de 2024, em uma área descampada na QNM 36/38, Ceilândia, próximo ao Setor M Norte, Taguatinga. A jovem apresentava sinais de violência e estava carbonizada. À época, a investigação foi conduzida pela Deam II, que não descartou a hipótese de feminicídio.

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil informou que, “em razão da complexidade do caso, o inquérito policial está em fase de redistribuição para a Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP)”. A corporação acrescentou que novas informações só serão divulgadas após o andamento das investigações na unidade especializada.

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