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A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou nesta sexta-feira (7/10) a prorrogação por mais 180 dias da medida preventiva adotada na Cascol Combustíveis para Veículos, em inquérito administrativo que investiga suposto cartel de combustíveis no Distrito Federal.

Em janeiro deste ano, o Cade nomeou um administrador provisório para gerenciar os postos de combustíveis da rede, a maior da cidade, concentrando cerca de 27% dos postos. O profissional escolhido dirige o grupo desde abril. A decisão de prorrogar o prazo mantém as condições estabelecidas anteriormente. Também permanece no cargo o mesmo administrador.

A renovação da vigência da medida preventiva justifica-se pelo fato de ainda estarem em andamento as investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), bem como a instrução do inquérito no Cade. Entre as diligências que estão em curso, aguarda-se a conclusão da análise, pela Polícia Federal, do material apreendido durante a Operação Dubai, de busca e apreensão.

Além disso, a superintendência considerou que o processo de transformação na gestão da Cascol promovido pelo administrador provisório ainda está em andamento. Portanto, a alteração da política implementada pela nova administração neste momento poderia causar efeitos incertos tanto no mercado quanto no gerenciamento interno da empresa.

A decisão determinou, por fim, que os dados já coletados sobre o mercado nos últimos meses, bem como os relatórios gerenciais produzidos pelo administrador provisório no período, sejam enviados ao Cade para avaliação mais aprofundada da atual situação concorrencial do setor de combustíveis no Distrito Federal.

De acordo com o Cade, a decisão tem o apoio da empresa, que concordou com a renovação da vigência, que se encerraria no próximo dia 9 de outubro. Em nota, a Cascol Combustíveis informou que não irá se pronunciar sobre a decisão do Cade (Com informações do Cade)

 

 

 

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