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Após um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) constatar falhas no projeto do BRT, o controlador-geral do Distrito Federal, Henrique Ziller, informou que o órgão sob seu comando irá ampliar a fiscalização.

“Dentro de 15 dias, no máximo, a Controladoria-Geral do DF (CGDF) vai liberar um relatório aprofundado sobre o BRT, com conclusões até mais amplas do que as que foram apresentadas aqui (pela CGU) e a identificação desses problemas”, disse, após a apresentação oficial do relatório na sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Em seu relatório, a CGU destacou o atraso nas obras do BRT, que deveriam estar prontas em junho de 2013, para dar suporte à estrutura da Copa do Mundo. Passadas a Copa, as Olimpíadas e com um novo governo, o projeto está atrasado em mais de três anos. O novo modal já recebeu R$ 391 milhões e faltam 28% da construção.

Além disso, o relatório destaca ainda que a maior parte das sete estações que deveriam ser construídas sequer saíram do papel. Há apenas duas construídas, mas nenhuma delas estava funcionando no ato da fiscalização, feita no início deste ano.

Ziller destacou que o BRT foi obra do governo Agnelo Queiroz (PT). “No caso do BRT, é um contrato de construção da gestão anterior, do governo anterior”, destacou.

Dengue
Outra conclusão da CGU diz respeito à destinação dada a verbas que partiram do ministério da Saúde e deveriam ir para campanhas contra a dengue. Ficou constatado que o dinheiro não foi usado, e ficou aplicado em uma conta no banco BRB.

“Nós já fizemos reunião inicial com a Secretaria da Saúde. Vamos monitorar a solução desse problema”, disse. Segundo Ziller, o objetivo inicial do órgão é garantir que os programas de governo realmente funcionem. “Mas se houve responsabilidade por alguma prática irregular, os processos vão ser feitos pela controladoria”, disse o corregedor-geral.

 

 

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