Grupo é alvo da PCRS por comandar tráfico e tortura de dentro da cadeia
O grupo, ligado a uma organização criminosa, atuava de forma articulada no tráfico de drogas, roubos e homicídios

Na manhã desta quinta-feira (15/10), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou a Operação Cadeia de Comando contra um grupo suspeito de comandar o tráfico de drogas e ordenar torturas de dentro de uma penitenciária. Até a mais recente atualização desta matéria, 10 pessoas haviam sido presas.
Segundo o delegado Alexandre Luiz Fleck, as investigações tiveram início em fevereiro deste ano, quando a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) passou a monitorar um suspeito ligado a um grupo criminoso estabelecido, principalmente, em Alvorada, mas com atuação em diversos municípios da Região Metropolitana.
De acordo com a PCRS, o grupo, ligado a uma organização criminosa, atuava de forma articulada no tráfico de drogas e em crimes como roubos, homicídios e tráfico de armas.
As investigações apontaram que a atuação do grupo, embasada na violência, era coordenada por custodiados do sistema prisional. Por meio de aplicativos de mensagens, eles davam ordens para que outros indivíduos praticassem ações como transporte e entrega de entorpecentes, transporte de armas de fogo e coletes balísticos, além de providenciar carros para utilização em crimes e realizar outras atividades relacionadas à gestão da empreitada criminosa.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro“As investigações apontam a necessidade urgente de encontrar meios de obter embasamento legal capaz de proporcionar meios que, efetivamente, consigam impedir que indivíduos já presos continuem praticando e, principalmente, gerenciando a atividade criminosa, haja vista que, mesmo com todo o esforço realizado pela Polícia Penal, tal prática continua não encontrando desestímulo suficiente”, concluiu o delegado Fleck.
A operação
Por meio da Draco de Viamão, a Polícia Civil cumpriu 36 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva em Alvorada, Viamão, Canoas, Gravataí, Agudo e Balneário Pinhal. Também foram realizadas diligências na Penitenciária Estadual de Porto Alegre, na Cadeia Pública de Porto Alegre, na Penitenciária Estadual de Charqueadas III, na Penitenciária Estadual do Jacuí e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.
A operação contou com mais de 170 policiais civis, além do efetivo da Polícia Penal.


