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Apuração pelo Brasil

Matheus Leitão

Operação autorizada por Flávio Dino aumenta pressão sobre André Mendonça

Flávio Dino se movimenta enquanto André Mendonça tem decisões pendentes no caso Master e sobre o dinheiro enviado ao filme de Bolsonaro

10/09/2026 10:25, atualizado 10/09/2026 10:41
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFot
Os ministros do STF Flávio Dino e André Mendonça durante a sessão que analisa o formato da sucessão do Rio de Janeiro.

A Operação Make Up, autorizada pelo ministro Flávio Dino, aumentou a pressão sobre André Mendonça dentro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Dino é o relator da investigação que tenta descobrir se dinheiro público de emendas parlamentares foi destinado ao filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Mendonça comanda outra frente do caso: a que apura os recursos transferidos por Daniel Vorcaro para financiar o longa.

São inquéritos diferentes, mas que investigam caminhos distintos do dinheiro destinado à mesma produção.

Mendonça fez um primeiro movimento nesta quarta-feira (9/9) ao homologar a delação de Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineiro. Ligado a Vorcaro, ele detalhou transferências para o fundo americano que financiou Dark Horse.

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Ainda há, porém, outras decisões sobre o caso Master à espera do ministro. No Supremo, a avaliação é que a operação comandada por Dino torna mais difícil prolongar essa demora.

A ação desta quinta-feira (10/9) não foi preparada em resposta à crise dos últimos dias. A investigação de Dino já estava em andamento havia meses. Em março, ele mandou Mário Frias explicar emenda de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora do filme.

Agora, a PF tenta responder à pergunta mais delicada do caso: dinheiro público também chegou à cinebiografia de Bolsonaro?

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