Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Dinheiro e Negócios

Presidente do BRB diz que empréstimo de R$ 6,6 bilhões é “fundamental”

Reunião para tratar do assunto está marcada para esta quinta-feira (13/8) no Supremo Tribunal Federal (STF)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente do BRB diz que empréstimo de R$ 6,6 bilhões é “fundamental”

Em entrevista ao Metrópoles, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, reforçou que o empréstimo de R$ 6,6 bilhões é “fundamental” para socorrer o banco gerido pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Nesta quinta-feira (13/8) uma reunião para tratar do assunto ocorre no Supremo Tribunal Federal (STF).

“O empréstimo é fundamental para a capitalização do BRB”, afirmou ao ser questionado sobre as opções do banco para sair da crise provocada pela compra de ativos podres do extinto Banco Master.

Souza, no entanto, apontou outra “saída” para a crise do BRB: a venda, justamente, dos ativos. “A saída seria pegar esses R$ 21,9 bilhões [de ativos do Master] e vender. Mas teria que dar um tempo maior para [o BRB] poder vender sem um deságio muito grande”, disse.

Presidente do BRB diz que empréstimo de R$ 6,6 bilhões é “fundamental” - destaque galeria
5 imagens
Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB
Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB
Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB
Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB
Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB
1 de 5

Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB
2 de 5

Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB
3 de 5

Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB
4 de 5

Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB
5 de 5

Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Aval da União

O presidente do BRB também afirmou que surgiu outra solução para a crise. A mudança da classificação da Capacidade de Pagamento (Capag) do Governo do Distrito Federal (GDF) abre caminho para uma nova solução para socorrer o BRB, de acordo com o presidente da instituição financeira, Nelson Antônio de Souza.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Também em entrevista ao Metrópoles, Souza afirmou que com a melhora do indicador a União pode avalizar, junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o empréstimo de R$ 6,6 milhões acordado em maio deste ano — travado por falta de entendimento entre as partes.

“Decorrido esse prazo, de 28 de maio pra cá, outras outras opções surgiram. Hoje, o haval soberano pode ser dado. Porque naquela época o GDF tinha Capag C e não poderia ter aval soberano, o aval da União”, explicou.

O Capag é um indicador que avalia a saúde fiscal e o risco de crédito. Este mês, o GDF anunciou que alcançou a classificação “A” após medidas de controle de gastos e a reversão da projeção de déficit das contas públicas.

“Como agora,o GDF passou a ter Capag, o aval soberano pode ser dado e esta pode ser uma solução”, afirmou o presidente do BRB. “Lógico, isso vai depender também da União”, completou.

Travas do acordo

A proposta homologada no Supremo Tribunal Federal (STF) em maio deste ano previa que o FGC concederia o empréstimo ao GDF, que faria o aporte no BRB. Em contrapartida, bancos dariam a fiança ao negócio e o GDF ofereceria como contragarantias as cotas às quais têm direito nos fundos de participação dos estados e dos municípios.

O aval dos bancos, no entanto, não veio. Questionado sobre o assunto, o presidente do BRB afirmou: “Eles [bancos] acharam que precisariam de um aspecto jurídico maior com relação à utilização dessa contragarantia e outros colocaram algumas ações pontuais que são decorrentes de relacionamentos bancários”.

Souza completou que todos os entraves apontados pelos bancos são “itens solucionáveis”