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No Facebook, uma conhecida me marcou no relato de um homem trans a respeito de uma circunstância curiosa e – felizmente – com um final feliz, que se desenrolou no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB): ele estava com suspeita de estar grávido.

É isso mesmo. Caso você esteja um pouco confuso, vou esclarecer. Um homem trans nasceu biologicamente no sexo oposto. O tal rapaz namora uma mulher trans e assim se deu a questão.

Dá para imaginar um homem ir ao hospital falar com um médico para fazer um teste de gravidez, uma transvaginal, e exames ginecológicos? Pois é, complicado. Mas é aí que a nossa história ganha sua reviravolta.

A médica que o atendeu percebeu a delicadeza da situação e conseguiu sensibilizar um grupo de médicos, enfermeiros e técnicos para que o paciente tivesse o atendimento mais rápido e atencioso à sua condição. Em uma situação normal, todos os procedimentos teriam durado em torno de 20 dias, mas tudo pode ser resolvido em poucos dias.

O rapaz trans e a médica fizeram posts elogiosos à conduta da equipe do hospital que esteve envolvida no atendimento. No entanto, em ambos é possível perceber que não faz parte da estrutura hospitalar este procedimento. Ele só aconteceu porque, individualmente, cada membro da equipe foi sensível ao caso e se predispôs a ajudar, o que já é muita coisa.

É muita coisa, mas não é o ideal. Uma pessoa trans não pode ficar à mercê de ser atendida por um profissional da saúde sensível ou intolerante. A regra do bom acolhimento a todos que necessitem de atendimento deve ser conduta oficial na rede de saúde e não uma característica pessoal do profissional."

Dentro das administrações há uma tendência em observar boas práticas nos mais diversos campos para que sejam replicadas. O trabalho dessa médica deveria então ser observado para, quem sabe, se tornar uma regra de como dar o acompanhamento ginecológico aos homens trans.

Não é boa ação. É direito deles tanto quanto de qualquer outro cidadão.

SaúdelgbttransexualBem-estar
 


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