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“A Força do Querer” é um sucesso estrondoso. Números altos de audiência, comentários positivos da crítica e um impacto gigantesco nos assuntos discutidos pelas famílias brasileiras. Entre todos esses elementos, a trama de Ivana, que vive a fase de transição para Ivan, concentra os maiores pontos positivos da produção.

Sempre quando minorias (sexuais e/ou raciais) aparecem com destaque na televisão aberta, a discussão sobre a representatividade retorna. Transexuais e travestis fazem parte da letra mais oprimida da sigla LGBT: dados apontam que o Brasil é o local mais perigoso para essas pessoas morarem. Só em 2016, foram 347 mortes.

 

Por isso, diversos meninos como Ivan — ou meninas como Ivana — ao se verem na televisão, conseguem perceber que não são “loucos”, “doentes” e, principalmente, os únicos a buscarem nova identidade de gênero.

Assim como a representatividade, “A Força do Querer” inseriu no Brasil a discussão sobre transexualidade. Vista como um tabu por parte da sociedade, o tema precisa ser debatido com honestidade e ciência — afastado dos fanatismos religiosos alienantes. A saga de Ivan/Ivana reacendeu o interesse pelo tema.

Uma pesquisa no Google Trends — ferramenta que registra o crescimento do interesse em temas no sistema de busca — sugere que o termo “transexualidade” apresentou crescimento desde a estreia da novela, em abril.

O aumento pela procura do termo acompanha o crescente interesse na pesquisa sobre a novela.

Contradições brasileiras
Para a pesquisa, os termos “transexuais”, “travestis” e “transexual” foram excluídos da análise. Apesar da violência contra pessoas “T”, o país é o que mais consome conteúdo pornográfico feito e protagonizado por esse público.

Contradições à parte, os dados mostram que levar o tema a uma telenovela é capaz de inseri-lo na agenda de discussão nacional. E, onde o conhecimento entra, o preconceito sai.

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