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Quem conhece essa coluna já ouviu falar muito sobre tantra. Já ensinamos massagens para mulheres e para homens. Também relatamos a experiência de participar de um curso para casais e falamos sobre a oportunidade de entrar em contato com a própria sexualidade de um jeito novo.

Agora é a vez dos homens gays saberem um pouco mais sobre esse assunto. Em 24 de setembro, o terapeuta tântrico Daniel Gyanrahi virá a Brasília para ministrar um curso de massagem tântrica para homossexuais, no Atman Consciência e Tantra. Os alunos podem participar sozinhos ou com um par.

Entrevistamos Daniel para adiantar o que os interessados nesse aprendizado encontrarão durante as aulas.

O que será ensinado?
Massagem tântrica não é toque íntimo, mas a parte da massagem que compreende o toque íntimo também é ensinada no curso. É muito importante aprender a lidar com o toque sexual com um olhar além do sexo, é um mergulho profundo na natureza da sexualidade. Até mesmo os terapeutas tântricos se confundem quando o assunto sai do lugar comum da relação homem e mulher, pois é realmente um assunto tabu na nossa sociedade.

No tantra, fala-se muito de shiva e shakti, que são os princípios do masculino e feminino, respectivamente. Esses princípios, em essência de alma, representam uma energia ativadora (energia masculina) e energia receptiva (energia feminina). Encontrar nossa divindade interior é uma conciliação no indivíduo, é um equilíbrio interno dessas energias que dançam no nosso dia a dia. Quando estamos bem internamente, a forma como se constrói o casal é um encontro de corpos, mentes e almas que se amam e é livre para ser das mais diversas maneiras.

A diferença de ter uma aula só entre homens é que, dentro desse contexto e proposta de curso, é possível resgatar o encontro dessas essências, masculina e feminina. Os homens que participam com certeza saem prontos para uma jornada de vida muito mais inteira e plena. Os desafios da vida continuam, mas os homens se encontram mais inteiros e leves para lidar com os desafios.

Qual é a diferença de ter uma aula só para homens?
É um curso voltado para “homens que desejam aprender a arte de tocar outro homem”. O enfoque é o público GLS, apenas porque homens heterossexuais têm dificuldade de tocar outro homem. Não há uma terapeuta tântrica dando o curso porque eles preferem que não tenha uma mulher presente, mesmo que na condução do grupo. Esse é um grupo em que poder haver alguns traumas relacionados às questões culturais e as mulheres podem fazer parte da representação dessa repressão. Sinto que para um segundo curso a maioria já superou essas questões, alguns até querem a experiência de um curso entre homens e mulheres depois para lidar com essas questões.

Há alguma diferença entre a massagem tântrica que se ensina para mulheres fazerem em homens e a que você vai ensinar nesse curso?
Em termos técnicos não há diferenças entre as massagens ensinadas para as mulheres. Só que em essência há alguns detalhes que diferem, pois são públicos distintos e formas diferentes de se comunicar. Com as mulheres a linguagem é a do amor, pois elas já sentem a energia sexual forte que é despertada no tantra. Já os homens têm muita energia sexual e é por meio dela que eu os conduzo a perceber a energia do amor que há no tantra.

Alguns engraçadinhos até acham que o grupo tem alguma finalidade de orgia, mas o mergulho energético é tão profundo que a única reclamação é que eu só vou dar o próximo curso só daqui a um ou dois meses, depende da cidade. Quem foi e descobriu que não tem nada a ver com orgia, quer eu leve o curso do Rio Grande do Sul ao Amazonas"

Qual será o tamanho do grupo?
Há uma linguagem diferente para fazer com que cada público se conecte com a sua essência. É por isso até que prefiro grupos pequenos, no máximo 10 pessoas, para ter tempo de uma atenção e assistência personalizada para cada pessoa. Eu trabalho com autoconhecimento, para isso não posso ver que há uma forma única e exclusiva de passar o conhecimento do tantra.

Os ensinamentos e mestres antigos falam que a linguagem do tantra é gupta vidyá, que significa uma percepção sábia do conhecimento. Para chegar nesse ponto é uma mistura entre conhecimento, sensibilidade e experiência, o tempo deixa de ser um fator preponderante não se trata conhecimento técnico. Sei bem o que é isso por ter chegado a cursar por alguns anos um doutorado em engenharia elétrica e saber que conhecimento não é tudo nessa vida.

Como as pessoas podem se preparar para o curso?
Fiz um e-book gratuito para transmitir alguns conhecimentos sobre a massagem tântrica. Não há problema nenhum nas pessoas virem ao curso sabendo das técnicas de antemão, isso não diminui a experiência do curso, só aumenta o aprofundamento no autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

Eu fiz minha formação em terapêutica tântrica no Centro Metamorfose tendo lido e visto antes as referências originais do trabalho que há no Brasil, de uma americana que foi para a Índia, a doutora Patrícia Taylor. No entanto, isso não diminui a experiência, só me fez ver que eu que eu gostaria de personalizar as técnicas que eu conheço para que cada pessoa busque o seu melhor, pois um dos nomes do tantra é método e só é verdadeiro quando é um método do coração. O curso é um convite e um mergulho profundo no autoconhecimento, na alma e no coração.

Pela sua experiência como terapeuta, quais são as principais questões que os casais formados por dois homens levam a você?
A primeira questão, na verdade, seria que alguns homens homossexuais têm dificuldades de enxergar dois homens como um casal. Em geral, há bastante dificuldade de chegarem casais juntos para o curso. Os rapazes que participam do curso são lindos, realmente procuram enxergar outros homens com um olhar muito além da sexualidade e reclamam dos outros homens nesse ponto.

Outra questão é o pouco conhecimento do próprio corpo, o prazer ainda é muito genitalizado e focado na penetração. São cheios de energias, mas focam no sexual ao invés de compreenderem o todo. No tantra, aprendem novas percepções, o corpo inteiro como parte do prazer, não só isso, mas o momento e a experiência é muito além do lugar comum de prazer.

Aprendem uma nova forma de toque sensorial e energético, novas percepções de prazer no pênis e na próstata, essa última não há parte prática, mas o esclarecimento que já faz uma diferença grande! Muitos chegam alegando que não sentem necessidade da penetração ou que foram poucas relações que realmente sentiram algo incrível, isso se deve ao pouco conhecimento de como acessar a próstata e a forma como é tratada.

Serviço
Curso de massagem tântrica só entre homens
24 de setembro de 2016, no Atman Consciência & Tantra,  SEPS 707/907 Sul, Ed. San Marino, sala 421.
– Autoconhecimento, reeducação sensorial, enfoque terapêutico e energético
– 10 horas de curso, coffee-break, certificado de participação
– Inclui apostila, músicas e vídeo aulas das massagens
– Dicas de sexo tântrico
Preço por pessoa: R$530. Para casais ou amigos se inscrevendo juntos há um desconto de 10%.
Em 25 de setembro, Daniel também ministrará curso para pessoas heterossexuais.
Contatos: WhatsApp/TIM: (48) 9999-2884
E-mail: daniel.gyanrahi@gmail.com.

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