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Vigilantes representados por diferentes entidades sindicais entraram em confronto na manhã desta quinta-feira (10/8), na sede do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância do Distrito Federal (Sindesv-DF), no Conic. Houve depredação do local, agressões mútuas e polícia convocada para acabar com a briga. As partes envolvidas acabaram seguindo para a 5ª Delegacia de Polícia (área central), onde os brigões registraram boletins de ocorrência uns contra os outros.

De acordo com representantes do Sindesv-DF e o distrital Chico Vigilante (PT), que divulgaram notas sobre o caso, a sede do sindicato local teria sido alvo de uma tentativa de invasão por parte de lideranças da categoria do Mato Grosso do Sul, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e do Amazonas, apoiados por integrantes da Associação dos Vigilantes do Distrito Federal (Asevi-DF). Como vários trabalhadores estavam ali para pegar novos documentos, houve reação e a suposta invasão virou confronto entre os grupos.

“O motivo (da tentativa de invasão) é claro: os vigilantes do Distrito Federal têm o maior piso salarial do país; jornada de 12 por 36 horas; o mais alto tíquete alimentação; plano de saúde; e não aceitam a modalidade de vigilante horista. Estas condições, a maioria dos estados não tem”, diz trecho da nota divulgada pelo deputado distrital. O Sindesv-DF, inclusive, tem campanha nas redes sociais contra a remuneração dos trabalhadores por hora trabalhada (imagem em destaque).

Segundo o parlamentar e o comando do Sindesv-DF, os trabalhadores do restante do país estariam pressionando suas lideranças para conseguir condições similares aos colegas brasilienses, o que provocado a vinda dos “forasteiros” a Brasília para tirar satisfação com a representação local.

Veja a briga entre os vigilantes no Conic

Em áudio e vídeo gravados após a confusão e distribuídos por meio do WhatsApp, o presidente da Asevi-DF, Gilberto Costa, não explicou o motivo da ida à sede sindical do Conic. Mas informou que ele e, ao menos, mais três representantes de sua associação teriam sido “espancados por brutamontes” que comandam o Sindesv. No vídeo, Costa mostrou sinais da agressão e informou ter acionado a PM (veja abaixo).


A Confederação Nacional dos Trabalhadores de Segurança Privada (Contrasp) emitiu nota de repúdio sobre o episódio. Disse que “manifesta o seu profundo repúdio à violência sofrida por diretores e funcionários de entidades sindicais, na quinta-feira (10/08), ao defender os interesses da categoria em assembleia pública na sede do SINDESV DF”. A Confederação alega ainda que o sindicato “recebeu a chutes e com violência os trabalhadores e dirigentes sindicais na assembleia. Que apesar de ser pública e convocar todos os representantes sindicais dos vigilantes dos estados de GO, RJ e DF, espancou aqueles que foram votar e eram contra a fundação de uma federação sem nenhuma base legal”.

 

Rivalidade
A Asevi já havia denunciado a atual diretoria do sindicato da categoria à polícia e ao Ministério Público do Trabalho por supostamente ter descontado dos contracheques dos trabalhadores, irregularmente, um total de R$ 2,6 milhões para pagamento de plano de saúde. Além disso, enquanto o Sindesv-DF é ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), as entidades estaduais cujos líderes participaram da confusão desta quinta e a Asevi-DF estão vinculadas à Força Sindical e à Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB): o que, por si só, já é motivo de conflito entre os associados.

Responsável pela apuração do episódio, a equipe da 5ª DP informou que todos os envolvidos foram ouvidos e liberados em seguida. Para a polícia, o caso é de difamação, “conflito motivado por divergências ideológicas, o que resultou em troca de agressões físicas e verbais.”

Colaborou Manoela Alcântara

 

 

 

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