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Parece não ter fim o repertório de frases polêmicas do ministro da Saúde, Ricardo Barros. Mês passado, no Acre, ele disse que os médicos do país estão mais preocupados em ganhar dinheiro do que trabalhar – e levou um “pito” da Federação Médica Brasileira. Na quinta (13/7), declarou que a categoria “tem que parar de fingir que trabalha”. Foi a vez da Associação Médica de Brasília (AMBr) protestar. Em nota, o presidente da AMBr, Luciano Carvalho, pergunta: “Quem realmente está fingindo?” Ele lembra do caos na saúde pública do país, com unidades sucateadas, sem as mínimas condições de atendimento à população, a falta recorrente de insumos, medicamentos e aparelhos para interpelar o ministro.

“Ambientes onde reina o estresse e a administração governamental é caótica, com as autoridades tentando o tempo todo se descolar das responsabilidades de uma gestão séria, transferindo a culpa para os que trabalham na ponta?”, dispara. “Quem pode fingir que trabalha dentro de uma estratégia de alto risco devido à falência de um modelo de gestão arcaico e ultrapassado? Quem, afinal, finge que administra tentando desconstruir a carreira médica?” Segundo o representante da AMBr, a fala do ministro foi “inadequada, preconceituosa e desastrosa”.

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