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Antes do recesso,
agradinhos aos distritais
Às vésperas de o plenário da Câmara Legislativa analisar um dos principais projetos da atual gestão do GDF, o que transforma o Hospital de Base em instituto, o Buriti liberou um belo agrado aos parlamentares. Depois de longo período sem aplicar integralmente as verbas destinadas pelos distritais a serviços e ações no DF, o governo abriu crédito suplementar que permite o remanejamento de recursos de uma área para outra e, ao mesmo tempo, autoriza novas emendas dos deputados. Os distritais terão nada menos do que R$ 8.268.340,00 para contemplar seus redutos eleitorais, e não perderam tempo: a proposta já tinha recebido 181 emendas na tarde dessa terça (13/6). Das duas vezes anteriores, neste ano, em que o governo permitiu a mudança de destinação de verbas, não houve tanto interesse: os deputados apresentaram “apenas” 43 e 65 alterações aos textos originais.

Quase lá
Ainda nessa terça, os distritais costuraram um acordo de líderes para incluir o projeto de criação do Instituto Hospital de Base (PL 1.486/2017) na pauta da sessão plenária desta quarta (14) à tarde. O acerto completa o toma lá dá cá entre distritais e Buriti em torno da proposta, que conta com a rejeição dos servidores (foto em destaque), mas tem tudo para ser aprovada. É necessária apenas maioria simples dos parlamentares: ou seja, o aval de 13 distritais. Se passar pelo plenário, o texto segue para sanção de um feliz governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

Serelepe e saltitante

Desde semana passada o governador já cantava vitórias sobre a aprovação do Instituto Hospital de Base pela CLDF. Além de feliz, no fim de semana Rollemberg se mostrou saltitante. Mesmo vestindo uma calça jeans, ele não se fez de rogado e testou a pista de atletismo que inaugurava, no Recanto das Emas. Ensaiou uma corridinha e aterrissou na nova caixa de areia do salto triplo. Nas redes sociais, contou que o projeto atende reivindicação antiga da comunidade e contribuirá à formação de novos atletas: “como eu… hehehe”, brincou.

Dia do que?

ReproduçãoA lista de projetos esdrúxulos produzidos pelo Legislativo brasiliense parece não ter fim. Mais duas propostas inusitadas foram aprovadas nessa terça e entrarão para o calendário oficial de eventos candangos: o Dia do Vampiro (13/8) e o Torneio de Casados e Solteiros. O primeiro projeto tem duplo objetivo: incentivar a doação de sangue e homenagear os góticos e os brasilienses que se vestem como o Príncipe das Trevas. Ao menos, é o que diz a autora, deputada Luzia de Paula (PSB). Já Ricardo Vale (PT) só quis mesmo render tributos a pelada mais antiga do DF, que acontece desde 1958 durante o mês de dezembro, na Metropolitana (Núcleo Bandeirante).

Lava Jato mundo afora
A Procuradoria-Geral da República recebeu, até o momento, 80 pedidos de cooperação jurídica internacional decorrentes da Lava Jato. O maior interesse é em relação aos casos envolvendo a Odebrecht, cujas negociatas foram reveladas, em grande parte, graças a acordos de delação premiada firmados entre o MPF e 77 executivos da empreiteira em dezembro de 2016. Dezesseis desses colaboradores relataram fatos ocorridos em outros países e os Ministérios Públicos estrangeiros querem apurar justamente os crimes praticados em suas jurisdições.

A maldição dos 250

Lula Marques/Agência PT
Quando ainda era o todo-poderoso presidente da Câmara, o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) considerava impossível perder o posto. Calculava contar invariavelmente com o apoio de 250 parlamentares do Centrão e do chamado Baixo Clero – deputados sem grande inserção na mídia, mas com grande poder de fogo no Congresso. Cunha estava errado. Acabou cassado por 450 x 10. Agora, é Michel Temer (PMDB-SP) quem aposta ter 250 fiéis escudeiros, novamente do Centrão e do Baixo Clero, capazes de barrar uma possível investigação contra ele por solicitação da Procuradoria-Geral da República. O tempo dirá se Temer goza de mais prestígio na Casa do que o antigo aliado.

Legado ambiental
Às vésperas de completar três anos de adoção do processo judicial eletrônico, em julho, a Justiça brasiliense comemora os bons resultados da medida. Com o serviço, os sete juizados especiais cíveis de Brasília economizaram mais de 3 milhões de folhas de papel – o que corresponde à preservação de 340 árvores. Só em 2016, os gastos com aquisição de resmas caíram quase R$ 55 mil nesses juizados. A previsão é que o modelo seja expandido para todas as demais unidades do TJDFT até 2018.

(Com edição de Ana Helena Paixão)

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