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Pressionado por oficiais e políticos, Rollemberg recua da decisão de exonerar comandante da PM

Florisvaldo Cesar seria exonerado devido ao desgaste causado pela ação do Batalhão de Choque contra os professores

04/11/2015 08:20, atualizado 04/11/2015 15:33
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Dênio Simôes/Agência Brasília
Pressionado por oficiais e políticos, Rollemberg recua da decisão de exonerar comandante da PM

Nota da Redação: Pressionado por oficiais que ameaçaram entregar os cargos, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) recuou da decisão de exonerar o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Florisvaldo Cesar, na manhã desta quarta-feira (4/11).

Pela manhã, a saída do comandante era dada como certa. Apesar de ter uma boa relação com o governador, o desgaste do Palácio do Buriti com o oficial começou depois da ação do Batalhão do Choque da PM durante a manifestação dos professores, no Eixão Sul, semana passada, quando os docentes foram contidos com balas de borracha e bombas de efeito moral.

Nos bastidores, o que se diz é que o secretário de Segurança, Arthur Trindade, pediu a cabeça do comandante. Dentro da corporação, o clima era de total insatisfação com a mudança. Em solidariedade a Florisvaldo, ninguém queria assumir o posto.

A notícia da exoneração do comandante causou um verdadeiro motim nos quartéis. Oficiais ameaçaram entregar os cargos caso a demissão ocorresse. Uma coletiva de imprensa chegou a ser marcada para as 10h e foi cancelada.

O governador ficou reunido com Florisvaldo e o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Claudio Ribas, durante mais de uma hora. O encontro ocorreu na casa da mãe de Rollemberg, na 206 Sul. (Informações de Kelly Almeida e Rafaela Lima)