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A cara teve aplicações de botox; o coração foi transplantado; o preço ganhou anabolizantes; e o hospital sofreu um grande upgrade tecnológico. Enfim: a Fiat demorou para entrar na era dos motores de três cilindros, mas quando entrou, o fez bem. Vejamos:


Botox

Foto: FCAPress
A linha Uno 2017 da família Uno sofreu uma pequena reestilização, com a adoção de novas grade, para-choque dianteiro, rodas em liga leve para as versões Way e Sporting e faixas para a Sporting.

Foto: FCAPress
O interior já havia sido remodelado no começo do ano, recebendo nova identidade gráfica no quadro de instrumentos (com direito a display LCD de 3,5 polegadas em alta resolução) e central multimídia com tela de 6,2 polegadas e até câmera de ré.


Coração

Foto: FCAPress
O Uno abandona o antiquado motor quatro cilindros e passar a ser equipado com os novos 1.0 (de 77cv) e 1.3 cilindros (109cv), da família Firefly (vagalume).


Fábrica

Foto: FCAPress

Foto: FCAPress

Esses motores custaram, na prática, mais de R$ 1 bilhão (entenda mais sobre eles logo abaixo).


Preços

Foto: FCAPressFoto: FCAPress
Resultado: Agora, o Uno mais barato (o Attractive 1.0) custará R$ 41.840. A versão Way 1.0 sairá por R$ 42.970. A Way 1.3, por sua vez, por R$ 47.640. A mesma Way com câmbio Dualogic custará R$ 51.990.

A Sporting 1.3 tem preço sugerido de R$ 49.340. A Sporting 1.3 Dualogic, por sua vez, R$ 53.690.

Foto: FCAPress

 

Só para comparar: pela tabela Fipe (consultada sexta-feira, 23/9) dá para encontrar um modelo 1.0, versão Way, ano 2016, por R$ 33.733 (a 2017, só a partir dos R$ 42.970).

Compensa? Em uma avaliação rápida pelas ladeiras íngremes de Belo Horizonte, o Entre-eixos avalia que sim. Em breve, vejam aqui uma avaliação completa do veículo.


Vagalumes em Betim

Para produzir os novos motores, a Fiat ampliou a área de powertrains em em 22 mil metros quadrados. Isso exigiu a instalação de 186 novos robôs. E, por fim, tudo resultou no aumento da capacidade produtiva de 650 mil para mais de 1 milhão de motores por ano.

Foto: FCAPress

 

Essa nova família de motores é chamada Firefly e usa muito alumínio (menos peso, mais durabilidade). Ambos (o 1.0 e o 1.3) utilizam somente duas válvulas por cilindro – e é exatamente isso que melhorias tanto na dirigibilidade e no consumo.
Há outras explicações técnicas para justificar isso, como taxa de compressão etc. Mas, para o consumidor, o que vale é saber que os dois ganharam letra A em eficiência energética do programa do Inmetro.

O Uno com motor 1.0 faz 13,11 km/l com gasolina e 9,24 km/l com etanol. Na estrada, o consumo sobe para 15,14 km/l (g) e 10,40 km/l (e).

Foto: FCAPress

E o 1.3? O desempenho é quase igual: cidades, 12,89 km/l com gasolina e 9,17 km/l com etanol; na estrada, 14,05 km/l (g) e 10,14 km/l (e).

Enfim, só para exemplificar: o Uno 1.0 Firefly é 14,4% mais econômico que o anterior, sendo que 9,2% é resultado da troca de motor. No caso do 1.3, a economia é de 16,7%.

Foto: FCAPress
O sistema Start&Stop, que desliga o carro em semáforos, por exemplo, também ajuda bastante na economia em até 20%. É de série nas versões com motor 1.3.


Recursos de segurança
A central eletrônica de freio do Uno tem equipamentos que só existiam em carros mais caros, de patamar de preço superior

• ESC (Electronic Stability Control, ou controle de estabilidade)
Numa situação de emergência súbita, como um desvio brusco, ele identifica o risco antes e estabiliza o carro freando as rodas individualmente

Foto: FCAPress

• TC (Traction Control, ou controle de tração)
Limita o escorregamento de uma única roda tracionada e transfere o torque equivalente pelo diferencial à outra roda

• Hill Holder
Ajuda o motorista nas arrancas em aclives, com aplicação, manutenção e liberação do freio durante a manobra, evitando que o carro ‘desça’ acidentalmente.

• ASR (Anti-Spin Regulation)
Permite que o veículo arranque ou acelere em pisos escorregadios ou molhados, evitando que as rodas patinem

• HBA (Hydraulic Brake Assist)
Ajuda o motorista a atingir e manter a intervenção do ABS durante manobra de frenagem de emergência, reduzindo a distância de frenagem

• ERM (Electronic Roll Mitigation)
Evita ou reduz a perda de contato de uma das rodas com o solo em manobras rápidas, como mudança de faixa ou desvio de obstáculos

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