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Dados divulgados pela Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef) comprovam que o mercado automobilístico não “reagiu” ao novo governo e segue em queda.

O total de recursos liberados (R$ 45,4 bilhões) caiu 17,2% no acumulado dos últimos 12 meses. Para piorar, a taxa de inadimplência para pessoas físicas ficou em 4,6%, alta de 0,7 pontos percentuais no mesmo período.

“De um lado, temos uma redução de procura pelos financiamentos. Do outro, aqueles que, impactados pela queda de renda e pelo desemprego, acabam não conseguindo honrar os financiamentos assumidos”"
Gilson Carvalho, presidente da Anef

Em julho, foram liberados R$ 6,6 bilhões nas operações de financiamento, uma queda de 14,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, e de 0,4% em relação a junho de 2016. Desse total, R$ 5,8 bilhões foram destinados às pessoas físicas e R$ 810 milhões às pessoas jurídicas.

Para a modalidade leasing, o total liberado somou R$ 141 milhões, volume 43,6% menor em relação ao mesmo período de 2015 e 12,4% inferior ao atingido em junho.O montante maior, de R$ 110 milhões, foi destinado para as pessoas físicas e os R$ 30 milhões restantes, para pessoas jurídicas.

Com queda de 27,9% em doze meses, as operações de leasing somaram R$ 4,9 bilhões. As operações de CDC também diminuíram, mas o tombo foi um pouco menor, de 14%. Com isso, totalizaram R$ 162,9 bilhões.

Taxas e juros

As taxas praticadas pelos bancos da montadora continuam mais atraentes (mas nem tanto assim, claro) para o consumidor. Em julho, os índices foram de 1,75% ao mês e de 23,1% ao ano, enquanto os bancos independentes ofereceram taxas de 1,94% e de 26% respectivamente.

O prazo médio das concessões se manteve em 42 meses. O prazo máximo oferecido pelos bancos é de 60 meses.

Foto: Reprodução Facebook

 

A Anef refez as suas projeções para este ano. A entidade estima que o saldo de financiamento deverá ficar em R$ 155,7 bilhões, queda de 15% em relação ao resultado alcançado no ano passado, que foi de R$ 183,2 bilhões.

Já o volume de recursos liberados deverá cair 15,8%, passando de R$ 92 bilhões para R$ 77,5 bilhões.

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